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Caso de Violência Envolvendo Docente na Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS)
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Caso de Violência Envolvendo Docente na Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS)

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Por: Núcleo Chapecó da UJC-Brasil

Eu vou rimando e marchando
Chega de dor, quero glórias
Pão e Rosas! Pão e Rosas!
O medo aqui já foi tanto
Mas será nossa a vitória
Pão e Rosas! Pão e Rosas!

– Mara Onijá

No dia 07 de abril, por volta das 23h, um professor da Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS), campus Chapecó, em atitude criminosa e violenta, buscou, através de comentários em rede social, intimidar uma servidora pública do Instituto Federal do Paraná (IFPR) em razão de divergências políticas. Na conversa o mesmo proferiu insultos de caráter misógino e racista, bem como ameaças diretas de estupro e perseguição.

Há muito o histórico de violência desse sujeito vem crescendo dentro do espaço da universidade. E há muito esse histórico já tomou proporções assustadoras, de modo que a recorrência a mobilidade acadêmica para driblar a cadeira que esse sujeito trabalha já se tornou um dos recursos dos discentes. A declarada simpatia ao discurso fascista de algumas personalidades conhecidas na região, seu evidente preconceito de classe e a defesa política de uma ideia contemporânea de restauração da monarquia no Brasil se apresentam de muitas formas em seu fazer docente, desde as inúmeras restrições que cria a discentes negros, indígenas e de outras nacionalidades – sobretudo Haitianos – e a postura prepotente diante de outros com visível vulnerabilidade socioeconômica, a reprodução de discursos que servem as estruturas patriarcais mais atrasadas de nossa sociedade.

A reitoria da universidade tomou conhecimento desse caso que se soma ao grave histórico de violência do sujeito. Contudo, até hoje, 26 de abril, mantêm-se em silêncio. Nenhuma declaração foi feita acerca das medidas a serem tomadas contra o professor – se é que alguma medida cabível, nos termos legais de uma instituição de ensino superior pública, será tomada.

Diante desse cenário, estudantes de diversos cursos do campus Chapecó construíram uma ampla articulação que resultou no ato histórico realizado na noite desta quarta-feira (25). Com batuques e palavras de ordem como SE TOCA, SE TOCA, SE TOCA SEU MACHISTA, AMÉRICA LATINA VAI SER TODA FEMINISTA!” e “HOJE EU TÔ PISTOLA, ESSE PROFESSOR EU QUERO DAQUI PRA FORA!” os estudantes manifestaram todo repúdio as atitudes criminosas e violentas do professor e exigiram justiça em nome de todas e todos aqueles que já foram de alguma forma lesados pela conduta do mesmo.

A União da Juventude Comunista de Chapecó torna a manifestar repúdio as atitudes do professor e ao silêncio da reitoria, bem como a reiterar a responsabilidade e a importância da organização e mobilização do movimento estudantil para combater as contradições da sociedade capitalista que se manifestam em nossa realidade local. Nesse sentido, relembramos que a universidade reproduz em muitos níveis o modelo patriarcal de relação entre homens e mulheres, que se expressa desde a divisão do trabalho até casos explicitamente violentos como esse que, junto a tantos outros, são parte das razões da insegurança das mulheres da classe trabalhadora em seus locais de trabalho.

Os estudantes devem continuar seu enfrentamento a esses e a tantos outros casos de violência que ocorrem cotidianamente dentro dos espaços de produção de conhecimento!

“FORÇA, AÇÃO, NÃO TEM CONCILIAÇÃO! PRA ESSE PROFESSOR EU QUERO EXONERAÇÃO!”

Só a luta muda a vida!