Notas Políticas

A alimentação é uma condição fundamental para que os filhos e as filhas da classe trabalhadora permaneçam nas universidades. Mas quem produz os alimentos, quem prepara as refeições e quem controla os Restaurantes Universitários? Diante dos limites do Programa de Alimentação Saudável na Educação Superior (PASES) e do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), apontamos por que não basta trocar a empresa terceirizada: é preciso superar um modelo que transforma o direito à alimentação em fonte de lucro.
Diante de uma conjuntura marcada pelo avanço da extrema-direita, pela ofensiva neoliberal contra os direitos da classe trabalhadora e pelas ameaças à soberania nacional, reafirmamos a necessidade de organização da juventude na luta por educação, trabalho digno e direitos fundamentais. Em meio à disputa de projetos para o Brasil, cabe aos jovens assumir seu papel na construção de uma alternativa política comprometida com os interesses populares e com a emancipação da classe trabalhadora.
O debate para o 72º Conselho Nacional de Entidades Gerais (CONEG) deve ser pautado a partir da conjuntura acirrada que o Brasil enfrenta, como o avanço da extrema-direita, a interferência direta do imperialismo estadunidense em território nacional, bem como a exploração de terras raras, retirando a soberania nacional. Essa lógica se alinha ao desmonte das […]
A União da Juventude Comunista manifesta sua total solidariedade aos estudantes da USP em greve por permanência estudantil, moradia digna e melhores condições de estudo e trabalho nas universidades públicas paulistas, e denuncia a violência e a repressão policial contra os estudantes mobilizados. A ocupação da reitoria expressa a revolta legítima de uma juventude que enfrenta o sucateamento da universidade pública, a precarização da assistência estudantil e o abandono das condições de permanência.
A escalada recente das ameaças dos Estados Unidos contra Cuba, combinada com o endurecimento do bloqueio, recoloca no centro da conjuntura latino-americana a ofensiva imperialista e seus objetivos históricos de recolonização. Em meio à crise da hegemonia estadunidense, intensificam-se as pressões militares, econômicas e políticas contra povos que resistem. Diante desse cenário, impõe-se a necessidade de compreender o papel de Cuba como símbolo de soberania e as tarefas urgentes de solidariedade internacionalista frente às novas agressões.
Da crise do imperialismo à escalada de guerras e à reorganização da extrema-direita no Brasil, estão em jogo processos que ajudam a explicar a precarização da vida, os ataques a direitos e a fragmentação das lutas. Compreender essas conexões é fundamental para situar o papel da juventude e da classe trabalhadora e apontar quais tarefas se colocam no período.
A escola é nossa:Ousar lutar por uma educação popular! Conjuntura Frente ao recrudescimento da crise capitalista e ao declínio da hegemonia norte-americana, o avanço da extrema-direita em escala global não pode ser compreendido apenas como um fenômeno isolado ou meramente cultural. Ele é expressão política da crise estrutural do capitalismo em sua fase imperialista e […]
Em meio à crise estrutural do capitalismo, ao avanço da extrema-direita e à continuidade das políticas neoliberais na educação, a juventude trabalhadora enfrenta o aprofundamento do desmonte do ensino público, expresso no Novo Ensino Médio, na privatização e na precarização das condições de estudo. Ao mesmo tempo, a principal entidade secundarista do país se afasta da mobilização e se subordina à lógica da conciliação. Diante desse cenário, coloca-se uma questão decisiva: que tipo de UBES é necessária hoje? É urgente retomar a entidade pelas bases, com independência de classe, trabalho de base e combatividade, para enfrentar os ataques à educação e reorganizar a luta da juventude trabalhadora.
O vestibular costuma ser apresentado como um mecanismo neutro de seleção baseado no mérito individual. No entanto, sua origem histórica e seus efeitos concretos revelam outra realidade: trata-se de um instrumento que organiza a competição entre estudantes para manter o acesso ao ensino superior restrito a poucos. Compreender como surgiu esse modelo ajuda a explicar por que defendemos seu fim e a construção de uma Universidade Popular, com acesso universal e sem a lógica excludente da competição eliminatória.