A União da Juventude Comunista manifesta sua total solidariedade aos estudantes da USP em greve por permanência estudantil, moradia digna e melhores condições de estudo e trabalho nas universidades públicas paulistas, e denuncia a violência e a repressão policial contra os estudantes mobilizados. A ocupação da reitoria expressa a revolta legítima de uma juventude que enfrenta o sucateamento da universidade pública, a precarização da assistência estudantil e o abandono das condições de permanência.
Notas Políticas
A escalada recente das ameaças dos Estados Unidos contra Cuba, combinada com o endurecimento do bloqueio, recoloca no centro da conjuntura latino-americana a ofensiva imperialista e seus objetivos históricos de recolonização. Em meio à crise da hegemonia estadunidense, intensificam-se as pressões militares, econômicas e políticas contra povos que resistem. Diante desse cenário, impõe-se a necessidade de compreender o papel de Cuba como símbolo de soberania e as tarefas urgentes de solidariedade internacionalista frente às novas agressões.
Da crise do imperialismo à escalada de guerras e à reorganização da extrema-direita no Brasil, estão em jogo processos que ajudam a explicar a precarização da vida, os ataques a direitos e a fragmentação das lutas. Compreender essas conexões é fundamental para situar o papel da juventude e da classe trabalhadora e apontar quais tarefas se colocam no período.
A escola é nossa:Ousar lutar por uma educação popular! Conjuntura Frente ao recrudescimento da crise capitalista e ao declínio da hegemonia norte-americana, o avanço da extrema-direita em escala global não pode ser compreendido apenas como um fenômeno isolado ou meramente cultural. Ele é expressão política da crise estrutural do capitalismo em sua fase imperialista e […]
Em meio à crise estrutural do capitalismo, ao avanço da extrema-direita e à continuidade das políticas neoliberais na educação, a juventude trabalhadora enfrenta o aprofundamento do desmonte do ensino público, expresso no Novo Ensino Médio, na privatização e na precarização das condições de estudo. Ao mesmo tempo, a principal entidade secundarista do país se afasta da mobilização e se subordina à lógica da conciliação. Diante desse cenário, coloca-se uma questão decisiva: que tipo de UBES é necessária hoje? É urgente retomar a entidade pelas bases, com independência de classe, trabalho de base e combatividade, para enfrentar os ataques à educação e reorganizar a luta da juventude trabalhadora.
O vestibular costuma ser apresentado como um mecanismo neutro de seleção baseado no mérito individual. No entanto, sua origem histórica e seus efeitos concretos revelam outra realidade: trata-se de um instrumento que organiza a competição entre estudantes para manter o acesso ao ensino superior restrito a poucos. Compreender como surgiu esse modelo ajuda a explicar por que defendemos seu fim e a construção de uma Universidade Popular, com acesso universal e sem a lógica excludente da competição eliminatória.
A revogação do Decreto n.º 12.600/2025, conquistada após a ocupação protagonizada por povos indígenas e comunidades ribeirinhas do Baixo e Médio Tapajós, representa uma importante vitória contra a privatização dos rios amazônicos. Mais do que um recuo pontual do governo, essa mobilização expressa uma resistência histórica em defesa dos territórios, das águas e dos modos de vida ameaçados pelo avanço do agronegócio e das grandes corporações. A luta no Tapajós revela que está em disputa não apenas uma questão ambiental, mas um projeto de país — entre a transformação da Amazônia em corredor logístico de exportação e a defesa da soberania popular, da justiça ambiental e do protagonismo dos povos originários.
Governo grego, que tem intensificado cada vez mais as relações econômicas e militares com a ocupação sionista, declara a presença de Khatib "inadmissível" por motivos de "segurança nacional". Sobre a detenção, a Rede de Solidariedade com Prisioneiros Palestinos Samidoun declara que "esses ataques são parte integrante da cumplicidade imperialista e do envolvimento direto no genocídio"; e que os ataques à Samidoun são "parte da perseguição aos quase 10.000 palestinos presos em prisões da ocupação".
Declarações recentes e ações políticas no Brasil e no exterior vêm reforçando ataques racistas e islamofóbicos contra palestinos e seus apoiadores, além de tentar deslegitimar e criminalizar a solidariedade internacional. Em meio a esse cenário, ganha força a denúncia dessas posições, a exposição de seus vínculos com ideologias supremacistas e o chamado à organização e à defesa ativa das comunidades palestinas, de sua memória, cultura e luta por justiça.