Partindo do pressuposto de que as nossas frentes de atuação não estão isoladas, mas essencialmente interrelacionadas, faz-se necessário elucidar o caráter do nosso trabalho expresso pelo chamado Movimento de Bairros. Assim, procuramos definir o alcance da organização da juventude nos locais de moradia, as possibilidades de atuação que se apresentam na conjuntura atual, bem como nossos entendimentos acerca da inserção junto às bases e do estabelecimento de um local de atuação.
Artigos e análises
Com a degradação ideológica cada vez mais evidente no seio da organização proletária, uma janela oportunizada pela tímida, mas crescente acumulação política, coloca em questão o caráter dos Sindicatos no século XXI, sobretudo em Salvador, mas também a atuação comunista nesse processo.
Neste artigo, busco traçar a evolução das lutas negras no Brasil, desde a resistência quilombola e as insurreições armadas até a organização política do século XX, apontando as influências do racismo científico na repressão estatal. Analiso como as primeiras entidades, como a Frente Negra Brasileira, e o posterior Movimento Negro Unificado oscilaram entre discursos conservadores e a posterior absorção de teorias de esquerda e de conciliação.
Planejamento (ou planificação) é um substantivo que significa o ato de planejar, a organização de uma tarefa com a utilização de métodos apropriados, e a determinação de ações para atingir metas estipuladas. Planejar é um verbo que significa criar ou elaborar um plano, fazer planos para algo, programar, projetar, e ter como intenção.
A extensão universitária tornou-se um dos principais terrenos de disputa dentro das universidades brasileiras. Longe de ser apenas uma atividade complementar, a extensão popular aponta para uma outra concepção de universidade: comprometida com as necessidades concretas do povo, articulada às lutas sociais e orientada pela transformação da realidade. Neste texto, instigamos os limites da extensão subordinada ao mercado e defendemos a extensão popular como eixo estruturante de uma universidade verdadeiramente pública, crítica e socialmente comprometida.
Em meio a debates que tentam separar a luta LGBTI+ da luta da classe trabalhadora, devemos confrontar essa divisão e expor suas contradições. Ao evidenciar como a LGBTfobia atua na manutenção das estruturas de exploração, defendemos que não há revolução possível sem o combate a todas as formas de opressão.
Nos últimos tempos, temos lidado com uma conjuntura revoltante, seja qual for a escala. Embora o estado de coisas não seja confortável, ele é também capaz de contribuir para que outras percebam o quão decadente e insustentável tem se apresentado o modo de vida capitalista. Contra o quadro de colapso global para o qual podemos caminhar, os comunistas ainda têm uma alternativa possível e necessária a apresentar.
A Lei do Grêmio Livre (Lei nº 7.398/1985) garante aos estudantes o direito de organizar grêmios estudantis de forma autônoma, democrática e independente dentro das escolas. Conquista da luta da juventude após a ditadura militar, ela assegura que os estudantes possam se representar, debater seus direitos e participar ativamente da vida escolar. A livre organização estudantil é também um instrumento fundamental na luta por uma escola pública, popular, crítica e comprometida com a transformação social.
O mês de dezembro marca uma campanha de relevância mundial: o Dezembro Vermelho, símbolo de uma luta histórica na sociedade brasileira do movimento de AIDS por políticas públicas de prevenção, tratamento e garantia de direitos. Ao se abordar o HIV e a AIDS, ainda é comum que a memória social seja atravessada pela epidemia da década de 1980, período marcado por intensos estigmas e preconceitos dirigidos, sobretudo, à população LGBT, que enfrentava o avanço da infecção e do adoecimento em meio à negligência estatal e à violência moral.