c Porque não iremos às ruas no dia 12/09 – Nota Política do MUP e MEP – União da Juventude Comunista
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Porque não iremos às ruas no dia 12/09 – Nota Política do MUP e MEP
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Porque não iremos às ruas no dia 12/09 – Nota Política do MUP e MEP

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Os estudantes e a juventude trabalhadora historicamente são setores fundamentais na política do nosso país, não sendo diferente na batalha contra o governo Bolsonaro e Mourão. Desde a retomada dos atos, em maio deste ano, a mobilização nas escolas, universidades, bairros e locais de trabalho onde se encontra a juventude brasileira se prova essencial para o acúmulo de forças contra o governo genocida.

No dia 7 de setembro, novamente os estudantes se mobilizaram junto aos trabalhadores, movimentos sociais e partidos de esquerda, construindo ativamente o Grito dos Excluídos, os protestos e ações de rua contra Bolsonaro e Mourão. Ao todo foram mais de 200 atos no Brasil e no exterior que aglutinaram mais de 300 mil pessoas para fazer frente a agitação golpista promovida por Bolsonaro e seus aliados.

Entretanto, é fundamental não subestimar as ameaças golpistas da direita. As mobilizações Bolsonaristas que aconteceram no 7 de setembro demonstram que, apesar do grande desgaste, Bolsonaro ainda conta com importantes setores aliados entre a elite brasileira e as camadas populares. Nesse contexto de acirramento da conjuntura, fica claro que os bolsonaristas não irão recuar em suas bandeiras golpistas, autoritárias e genocidas.

Diante da clara ofensiva que vivemos, é lamentável que setores da esquerda brasileira  trabalhem na contramão, mantendo não apenas uma posição recuada, mas estimulando a desmobilização das bases populares. Postura essa que se difunde também dentro do movimento estudantil.

A veiculação da participação da União Nacional dos Estudantes nas mobilizações do dia 12 de setembro trata-se de um oportunismo gigantesco. Até o momento, não existiu dentro da direção da entidade nenhum espaço de debate político sobre o que representam esses atos convocados pela direita e sobre a adesão da entidade à data. Sendo assim, não compete a nenhuma organização que possui diretores na entidade, a decisão individual de que a UNE,UBES e ANPG, estará ao lado de forças de direita, responsáveis inclusive por muito do projeto político reacionário que nos conduziu à crise generalizada que nosso país atravessa.

Associar essa entidade histórica à atos orquestrados pela direita, que apenas agora tenta se desvincular da imagem do bolsonarismo a fim de não assumir seu desgaste,  em nada representa o legado de luta e compromisso da UNE com os trabalhadores do nosso país e com as bandeiras de luta em defesa da juventude, da educação, da saúde e de uma vida digna.

As diretorias do MUP na UNE e na ANPG, assim como as do MEP na UBES, reafirmam o seu compromisso no combate ao oportunismo e aos vacilos conciliatórios ainda persistentes no seio da entidade. Assim como reafirma que não é o momento de recuar e desmobilizar. Ao contrário, é fundamental mantermos a base do movimento estudantil aquecida e trabalhando para avançarmos na mobilização popular contra o Governo Bolsonaro, Mourão e Guedes, seus aliados e a burguesia que o sustenta.

Trabalharemos ao máximo para acumular forças dentro da diretoria da entidade pela não construção de atos convocados e construídos pela falsa oposição de direita ao Governo Bolsonaro, a exemplo das manifestações convocadas pelo MBL e outros partidos burgueses para o dia 12/09.

Não podemos ignorar que estes setores participaram do Golpe de 2016, atacam cotidianamente os partidos de esquerda e os movimento sociais, tentaram emplacar a criminalização das entidades do movimento estudantil através da “CPI da UNE”, apoiaram a eleição do atual presidente e no Congresso Nacional defendem e votam em favor da agenda neoliberal de retrocessos e ataques ao povo trabalhador brasileiro que vem sendo proposta por Paulo Guedes.

Para nós, a construção da unidade na luta entre os amplos setores da classe trabalhadora, os partidos políticos de esquerda e o conjunto dos movimentos sociais é uma ação necessária na atual conjuntura. Apenas assim poderemos avançar na luta em defesa das escolas e universidades públicas, das liberdades democráticas, na luta contra as privatizações, por emprego, educação pública, saúde pública, moradia, terra e mais direitos para o povo trabalhador brasileiro!

Por uma Escola e Universidade Popular!

Avançar na construção do ENCLAT e da Greve Geral!

Em defesa das liberdades democráticas, dos direitos da classe trabalhadora, contra as privatizações, por emprego, terra e moradia!

Não à destruição dos serviços públicos! Pela revogação das contrarreformas e da lei do teto de gastos!

Fora Bolsonaro, Mourão e Guedes! Impeachment já!

Abaixo o capitalismo! Pelo Poder Popular, no rumo do Socialismo!