c A Amazônia é nossa! Estudantes contra Bolsonaro-Mourão, pelo Poder Popular e pelo Socialismo! – União da Juventude Comunista
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A Amazônia é nossa! Estudantes contra Bolsonaro-Mourão, pelo Poder Popular e pelo Socialismo!

A Amazônia é nossa! Estudantes contra Bolsonaro-Mourão, pelo Poder Popular e pelo Socialismo!

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Conjuntura

Nestes dias 2, 3 e 4 de dezembro, está sendo realizado na cidade de São Luís, no Maranhão, o 1º encontro dos estudantes da Amazônia, organizado pela União Nacional dos Estudantes. O encontro faz parte do calendário aprovado no Seminário de Gestão da UNE que ocorreu em Outubro.

Nosso objetivo com a construção do encontro é, sobretudo, fortalecer o movimento estudantil nessas regiões e as lutas em defesa do patrimônio ambiental brasileiro.

Sabemos que a regionalidade é um elemento determinante na organização da luta dos estudantes, influenciando não apenas nas pautas e bandeiras de agitação, mas inclusive nas táticas adotadas pelo movimento estudantil.

Ao longo desses quase dois anos de pandemia, com a suspensão das atividades presenciais nas universidades, a falta de assistência estudantil e a implementação atropelada do ensino remoto, recebemos muitas denúncias de  jovens que estavam sendo retirados das salas de aula pela falta de uma política educacional adequada às particularidades dessas regiões, especialmente no Norte do país.

Reafirmamos aqui: o acesso a internet, os meios de transporte, os auxílios e todo o complexo de ferramentas necessárias para viver a universidade com qualidade precisam estar submetidos à realidade dos estudantes. Não há democratização do ensino enquanto o Ministério da Educação encarar nossa regionalidade como limitação!

Infelizmente as perdas não se deram apenas no campo da educação. Quando enfrentamos o pior momento da pandemia, o governo de Bolsonaro e seu ministério da saúde abandonaram milhares de nortistas para morrer sem oxigênio, instaurando o caos em diversos estados como no Amazonas e Pará.

Perdemos diversos jovens e estudantes graças a covardia desse governo, por isso levantamos nossa voz e organizamos nossa luta contra o Governo Bolsonaro-Mourão. Entendendo que não haverá nenhum progresso na educação e na saúde enquanto estivermos submetidos ao seu projeto de terra arrasada.

Participação do MUP

De barco ou de ônibus, o MUP chega ao encontro com uma delegação ampla, que contempla quase todos os estados da região da Amazônia Legal. 

Graças a campanha de financiamento coletivo, conseguimos não apenas levar a nossa delegação, mas também arcar com os custos de alimentação, estadia e inscrição.

No encontro, nossa diretoria de Relações Internacionais estará  conduzindo o painel de debate internacional, reunindo lideranças dos demais países que também são abraçados pela Amazônia.

Como sempre, estamos comprometidos com a luta por uma universidade popular, em defesa da soberania popular e autodeterminação dos povos, do nosso patrimônio ambiental, da diversidade regional do nosso país.

Nesse sentido, destacamos dois eixos políticos centrais para o encontro: A Amazônia é nossa! – contra o agronegócio e as investidas imperialistas, em defesa da soberania popular

A política imperialista encontra no capitalismo sua força motriz. na atual fase desse sistema, muitos são os esforços das mega corporações para transformar a natureza em capital. antes da pandemia, o desmatamento da amazônia estiveram em torno de 29,54%, sendo o agronegócio o grande protagonista dessa calamidade. 

Defender a Amazônia é papel fundamental na busca por nossa soberania popular. O Brasil tem a capacidade de se tornar a maior potência verde do mundo, entretanto, valorizar nossa fauna e flora não está para os interesses desse atual governo. 

Quando se defende a Amazônia, não estamos falando apenas da sua biodiversidade, mas também de todos e todas as pessoas que nela habitam. no contexto pandêmico, devido às más condições de vida da população associada com a dificuldade do acesso aos direitos de cidadania, há em curso, uma ameaça real da população ribeirinha, quilombola, indigena, em sua maioria pessoas negras e de trabalhadores do campo. 

Defender o agronegócio e o garimpo é defender a extinção da nossa biodiversidade e assistir o nosso sonho de soberania popular se tornar um pesadelo. o capital invade e saqueia as matérias primas da natureza, como também, proporciona a expulsão dos povos locais de seus territórios, gerando fome, pobreza  e migrações

À vista disso, não há dúvidas de que o (des)governo de Bolsonaro governa para os ricos! Os interesses das mineradoras pautam-se em obter lucro em cima de nossas reservas ambientais, reservas essas vistas como fonte de dinheiro para as grandes empresas multinacionais. 

Desse modo, reafirmamos nossa posição de defesa da amazônia, caminhando rumo ao horizonte da soberania popular, travando guerras com as investidas imperialistas.

Defesa dos povos indígenas, contra o genocídio que vem sendo promovido pelo governo Bolsonaro

Diante da maior crise sanitária causada pelo novo coronavírus, os povos indígenas ainda tiveram que travar intensas lutas, resistindo contra os ataques de Bolsonaro. segundo o relatório “violência contra os povos indígenas do Brasil” com os dados referentes a 2020, aponta para um aumento de 61% de assinatos em um cenário de invasões e explorações ilegais nas terras indígenas

Diante desse governo omisso, a luta é travada coletivamente. atualmente, na busca pelo ouro, poder e capital, os garimpeiros não medem esforços para o desmatamento, destruição da natureza, contaminação do solo e da água, com isso, todo o povo brasileiro sofre com as crises ambientais.

O genocídio dos povos indígenas existe desde os tempos de colonização,um cenário que se repete até os dias atuais. O falso patriotismo da extrema direita invoca o Estado burguês e mata a nossa biodiversidade, levando com ela os guardiões da terra.

Recentemente, o Brasil tem acompanhado o julgamento do Supremo Tribunal Federal acerca do Marco Temporal. No campo político, de um lado os ruralistas e do outro os indígenas, em uma decisão que poderá definir o rumo de mais de 300 processos de demarcação de terras. Com isso, indígenas de todo o Brasil acamparam na Esplanada dos Ministérios resistindo contra o marco

O nosso horizonte de luta aponta para um Brasil verdadeiramente valorizado, a começar pelos povos originários, donos dessa terra, em conjunto com a defesa da imensa natureza rica e diversa. os comunistas se levantam contra o governo genocida de Bolsonaro e Mourão, rumo ao poder popular!