Home Boletim Boletim Juventude – Edição nº 03/2026 – Sou jovem e quero passe livre, rumo à tarifa zero e à reestatização!
Boletim Juventude – Edição nº 03/2026 – Sou jovem e quero passe livre, rumo à tarifa zero e à reestatização!
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Boletim Juventude – Edição nº 03/2026 – Sou jovem e quero passe livre, rumo à tarifa zero e à reestatização!

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Sou jovem e quero passe livre, rumo à tarifa zero e à reestatização!

Apesar do deslocamento através do território ser uma necessidade humana, sabemos que a burguesia a tornou uma mercadoria. Nas cidades brasileiras, a mobilidade urbana é ditada pela privatização ou por concessões no setor de transportes, basicamente com o papel de enriquecer os capitalistas, que não buscam realizar melhorias no serviço.

Por aqui, convivemos com as consequências: aumentos nas tarifas, atrasos e restrição de horários e itinerários, e a extinção de gratuidades para estudantes, pessoas idosas e com deficiência. Além disso, sofremos com superlotação, problemas de saúde e até risco de vida por falta de infraestrutura e de manutenção nos veículos.

Em contrapartida, o Estado acata qualquer demanda feita pelos empresários dos transportes. Estes, por sua vez, realizam ameaças de paralisação e apresentam motivos absurdos, como redução no uso do serviço ou furtos e depredações isoladas, para justificar um “repasse de custos” que, na prática, garante lucro crescente para esse pequeno grupo.

Frente a isso, nós da UJC, a Juventude do PCB, entendemos a importância de apresentar um programa político ligado à mobilidade territorial, que reúna pautas imediatas, mas também defenda uma transformação social substantiva que possa garantir de fato os nossos avanços. Assim, compreendemos como fundamental a mobilização popular de modo organizado e contínuo.

Nesse sentido, a luta pela tarifa zero é uma pauta histórica, com mediações para determinados grupos na forma de passe livre – como estudantes e quem está sem emprego –, mas que tem como horizonte a gratuidade para toda a classe trabalhadora que usa os transportes coletivos. Precisamos voltar a difundir aquilo que luta foi central nas mobilizações de 2013.

E indo além, devemos estabelecer uma frente em defesa de uma política radical de mobilidade, rumo à (re)estatização. É primordial realizar um amplo debate sobre o tema e pautar a elaboração coletiva de planos de transportes, bem como o controle popular sobre a operação do serviço. Afinal, só dessa forma podemos providenciar, de fato, o nosso direito de circulação.

Radicalizar o debate sobre o território é lutar pela verdadeira apropriação do espaço por nós e isso depende de instrumentos de democracia direta, essencialmente anticapitalistas. Em suma, é o Poder Popular e a revolução socialista que promovem a verdadeira mudança no ordenamento territorial e apresenta condições reais para realizar um novo mundo.

Juventude que ousa lutar constrói o Poder Popular!

Sou comunista e não abro mão da tarifa zero e da reestatização!


Os jovens comunistas e as eleições

A conjuntura de 2026 já se inicia com bastante turbulência e com a “volta” dos bolsonaristas aos holofotes da mídia burguesa. Ora proferem discursos fascistizados sobre a principal pauta dos últimos meses – o fim da escala 6×1 –, ora leiloam a soberania brasileira ao apoiarem uma narrativa terrorista em relação às facções. Para compreender esse cenário, é necessário considerar a luta de classes e o avanço do imperialismo na América Latina e no mundo.

A luta contra a escala 6×1 adquiriu caráter de massa em 2023. No entanto, essa pauta já havia sido apresentada publicamente durante a campanha presidencial de 2022, quando Sofia Manzano, então candidata à Presidência da República pelo PCB, abordou, em entrevista concedida à Band, a relação entre tempo e trabalho e defendeu uma jornada de 30 horas semanais, sem redução salarial.

O ano de 2026 apresenta uma conjuntura de acirramento da luta de classes, com diversas lutas adquirindo caráter de massa e o capitalismo chegando ao limite de suas possibilidades táticas. Neste momento, é necessário traçar novas rotas e construir alternativas para o caminho socialista e emancipatório da nação.

Diante disso, o Partido Comunista Brasileiro (PCB) lança candidaturas próprias, comprometidas com a classe trabalhadora, que terão como bandeiras a jornada de 30 horas semanais, a responsabilidade social, o pleno emprego e uma democracia que dialogue com os interesses da classe. Para isso, convocamos todos os jovens do Brasil a somarem-se à Plataforma Comunista do PCB e a construírem candidaturas populares de norte a sul do país.

Candidato à Presidência da República: Edmilson Costa

Candidata à Vice-presidência da República: Cleusa Santos

Confira as demais candidaturas do PCB em sua localidade! Acesse pcb.org.br


UJC, 99 anos: ousar lutar, ousar vencer!

Ao completar 99 anos, a União da Juventude Comunista (UJC), juventude do Partido Comunista Brasileiro (PCB), reafirma sua história e seu compromisso com a classe trabalhadora.

Fundada em 1º de agosto de 1927, a UJC nasceu da compreensão do PCB de que era necessário organizar uma juventude capaz de debater as questões relacionadas a essa parcela da classe trabalhadora. Assim, surgiu a primeira juventude comunista organizada do Brasil.

A UJC, assim como o PCB, fez e faz parte da história deste país. É impossível falar das conquistas e das organizações juvenis brasileiras sem mencionar o nome e o legado da UJC. Essa juventude participou da fundação da União Nacional dos Estudantes (UNE), foi uma das fundadoras da Federação Mundial das Juventudes Democráticas (FMJD) e exerceu papel de liderança em sua recomposição. Também esteve presente na Campanha Nacional “O Petróleo é Nosso” e na campanha das Diretas Já!, durante o período final da ditadura.

A UJC também foi uma das responsáveis pela construção das frentes antifascistas no Brasil durante o período varguista e a Segunda Guerra Mundial. Seu legado, porém, não ficou no passado: permanece vivo e atuante por meio de milhares de jovens, de norte a sul do Brasil.

A União da Juventude Comunista está presente nas escolas, nos grêmios, nas universidades, nos bairros e nos movimentos populares. É construída, dia após dia, por jovens comunistas comprometidos com os interesses da classe trabalhadora. Enquanto houver comunistas no mundo, a chama da revolução permanecerá acesa!

É revolucionária e anti-imperialista, viva a União da Juventude Comunista!


Campanha “1 real por Cuba”

Há mais de seis décadas, o povo cubano enfrenta o bloqueio econômico, comercial e financeiro imposto pelos Estados Unidos, que dificulta o acesso a alimentos, medicamentos, combustíveis e outros insumos essenciais. Mesmo diante dessa agressão imperialista, Cuba resiste e mantém viva a luta por sua soberania e pelo socialismo.

Doe R$ 1 ou quanto puder para a campanha “1 Real por Cuba”. Os recursos serão destinados à compra de alimentos, insumos médicos, peças de infraestrutura e apoio logístico para o povo cubano. Contribua pelo PIX: ujc.nacional@gmail.com, divulgue e fortaleça essa corrente de solidariedade. 

Cuba não está sozinha! Abaixo o bloqueio imperialista!


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