Mas minha prima Quinquina sabe que o Cristo foi bom e foi bom para todos, sem distinção de classes e mesmo sem distinção sobre a virtude e o pecado. Sabe que o Cristo foi humano também e ela não esqueceu essa lição de humanidade. [...] Viajantes cansados dos Natais das grandes cidades com presentes caros e champagne: ide a Estancia e no Parque Triste encontrareis o presépio de Quinquina. Bebereis licor, comereis bolo de aipim, conversareis com as velhas. E na sala de visitas encontrareis, pobre e nu, cercado, no entanto, de Reis, santos, homens, mulheres e animais, Cristo, o verdadeiro, o que perdoou Madalena, lavou os pés dos mendigos e pescou com os pescadores nas águas do Jordão.
Meteu-se na roupa encarnada, ajeitou a gola de arminho ao espelho e calçou as botas, resmungando: por que era que o Estado Novo não lhe suprimia as funções, conservando-lhe os vencimentos? Enquanto pensava em redigir algumas notas sobre a reorganização do serviço, pregou a barba de algodão na cara descontente, arrumou no crânio o chinó, tomou o cajado, foi ao quarto vizinho e atirou às costas o enorme saco cheio de brinquedos. Veio de lá, capenga e corcunda, apagou a luz, saiu, trancou a porta, encaminhou-se ao elevador.
Dois séculos após a declaração da Doutrina Monroe — a diretiva de política externa dos Estados Unidos que sistematizou a intervenção imperialista na América Latina como política de Estado — e vinte e um anos após a última invasão norte-americana nas Américas, no Haiti, em 2004, assistimos hoje a uma escalada agressiva sem precedentes contra a América do Sul. Pela primeira vez desde a virada do século, nosso continente tornou-se, novamente, o principal teatro de ação militar dos EUA. Diante desse cenário, reafirmamos a necessidade da unidade dos povos latino-americanos na luta anti-imperialista, pela soberania, pela paz e pela autodeterminação de nossas nações.
A escalada da agressão imperialista dos Estados Unidos contra a Venezuela coloca em risco não apenas a soberania do povo venezuelano, mas a paz de toda a América Latina e do Caribe. Diante das ameaças militares, das manobras ilegais e da tentativa de fabricar pretextos para a intervenção e o saque, a juventude anti-imperialista do mundo se levanta em denúncia e solidariedade. Nesta declaração, a Federação Mundial da Juventude Democrática (FMJD) convoca à mobilização internacional, reafirma a defesa da autodeterminação dos povos e aponta que somente a unidade e a luta organizada podem barrar a ofensiva imperialista.
Enfrentamos grandes tarefas e desafios: vamos derrubar este sistema – e assim acabar com suas guerras! Desejamos sucesso em seu congresso. Que ele nos ajude a dar mais um passo rumo a esse objetivo! Estamos ansiosos para receber notícias suas e saber dos resultados do congresso!
Por ocasião do 10º Congresso da UJC – a organização juvenil do Partido Comunista Brasileiro –, a União da Juventude Comunista Ho Chi Minh e a Juventude Vietnamita desejam expressar suas mais calorosas felicitações e saudações fraternas.
Da Colômbia insurgente de Bolívar, a Juventude Comunista Colombiana – JUCO estende saudações fraternas e combativas ao 10º Congresso Nacional da União da Juventude Comunista do Brasil, organização irmã com a qual compartilhamos uma história comum de luta, internacionalismo e uma firme convicção na construção do socialismo como horizonte de emancipação para nossos povos.
Por ocasião do 5º Encontro Nacional de Grêmios, nós da União da Juventude Comunista (UJC) e do Movimento por uma Escola Popular (MEP) apresentamos uma leitura crítica da conjuntura: do avanço da extrema-direita e das ofensivas imperialistas no mundo aos ataques à educação no Brasil, que atravessam o cotidiano das escolas e a vida dos estudantes. Defendemos a revogação do Novo Ensino Médio, a autonomia dos grêmios e a destinação de 10% do PIB para a educação como medidas imediatas para fortalecer a organização estudantil. Tudo isso se orienta por um horizonte estratégico maior: a construção de uma Escola Popular, democrática e a serviço da classe trabalhadora.
Zohran Mamdani, militante dos Socialistas Democráticos da América, foi eleito em 5 de novembro de 2025 o 111º prefeito de Nova Iorque. Sua vitória, construída com ampla mobilização popular e forte presença nas redes, levou ao centro do debate propostas como congelamento do aluguel, tarifa zero e revisão da atuação policial.