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A UJC em São Paulo apresenta propostas para a juventude e apoia candidaturas do PCB
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A UJC em São Paulo apresenta propostas para a juventude e apoia candidaturas do PCB

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A juventude trabalhadora, desempregada e estudante de São Paulo vive na pele as contradições do capitalismo: escolas sucateadas, desemprego e subemprego, violência policial, dificuldade de acesso ao ensino superior e um cotidiano marcado pela insegurança financeira e pela falta de perspectiva de futuro.

Tanto Tarcísio de Freitas (Republicanos) quanto os governos anteriores, sempre estiveram submissos aos interesses dos ricos e das oligarquias políticas que historicamente comandam o estado. Tarcísio não governou em prol do povo, mas para seus financiadores do agronegócio, da especulação imobiliária, do setor financeiro e das grandes empreiteiras. Para as periferias, seu único projeto foi uma política de segurança de extermínio: mais balas, mais cadeias, mais jovens mortos, enquanto os índices de violência não melhoram efetivamente.

Para derrotar essa política, a União da Juventude Comunista (UJC) em São Paulo convoca seus militantes e simpatizantes a construírem e divulgarem energicamente as candidaturas do Partido Comunista Brasileiro (PCB). Para o governo do estado, apoiamos Carlos Machado (21), professor e militante do nosso partido na cidade de Franca. Nessa disputa, Carlos é a voz da classe trabalhadora paulista, o candidato que não se submete ao poder econômico, que representa um programa robusto e que carrega as bandeiras da nossa geração. Ao seu lado, Petter Maahs (211), também professor e militante, atuante na Baixada Santista, representa a luta no Senado contra o avanço das políticas neoliberais que retiram direitos. Em nível nacional, Edmilson Costa (21), professor e militante comunista, encabeça a candidatura presidencial do PCB, expressando a necessidade de uma mudança radical em todo o país.

Enquanto alguns políticos da ordem costumam dizer que a juventude é “o futuro do Brasil”, nós dizemos o contrário: a juventude é força política do presente. É o motor da revolução. A prova disso é que, segundo pesquisas recentes do Datafolha, 29% dos jovens de São Paulo entre 16 e 24 anos apoiam candidaturas da esquerda radical para o governo do estado. Esse dado expõe a falência da política tradicional e expressa a vontade dos jovens de construir um projeto popular, democrático e socialista para São Paulo. Embora os microdados da pesquisa não tenham sido disponibilizados, o que nos impede de isolar o percentual específico do PCB nesse recorte, os dados agregados já são suficientes para evidenciar uma adesão relevante da juventude paulista aos projetos da esquerda radical. Além disso, mesmo diante da forte polarização entre Haddad e Tarcísio, que concentram a maior parte das intenções de voto, pesquisas recentes já apontam Carlos Machado em 3º lugar.

Agora é hora de transformar essas bandeiras em mobilização. Nas escolas, nas universidades, nos locais de trabalho e nas ruas, a juventude deve fazer dessas campanhas suas trincheiras de luta por um estado e por um país governado pela classe trabalhadora e em prol de seus interesses.

Nossas principais propostas para a juventude de São Paulo

1. Educação Popular, Ciência e Tecnologia a Serviço do Povo

  • Gestão democrática das escolas e mudança curricular: Fim do Novo Ensino Médio! Pela construção de um currículo científico, humanista, laico e tecnológico;
  • Construção de escolas e universidades 100% estatizadas! Fim das privatizações e das OSCIPs na educação. Estatização de todo o sistema privado de ensino;
  • Permanência estudantil integral e fortalecimento do EJA: auxílios, moradia, alimentação e transporte para que nenhum jovem abandone os estudos por falta de condições materiais;
  • Autonomia e Financiamento: Aumento do repasse orçamentário público para as universidades estaduais (USP, Unicamp, Unesp) e Fatecs/Etecs. No âmbito nacional, ampliação dos Institutos Federais e Escolas Técnicas para o interior e as periferias;
  • Fim do vestibular nas universidades federais e ampliação da política de cotas;
  • Valorização dos profissionais da educação: Piso salarial profissional nacional como vencimento básico da carreira, com planos de carreira e reconhecimento do tempo de serviço.

2. Trabalho, Passe Livre e Direito à Cidade

  • Passe Livre: O transporte público deve ser um direito, não um negócio. Pelo fim das concessões e privatizações no transporte público para garantir à juventude o direito às cidades. No âmbito nacional, tarifa zero em todo o território, com expansão da malha metro-ferroviária e hidroviária, e transporte público 24 horas nas médias e grandes cidades;
  • Geração de Emprego com direitos: Garantia do primeiro emprego estatal para os jovens, combatendo a uberização, o trabalho informal e a precarização da força de trabalho juvenil;
  • Redução da jornada para 30 horas semanais sem redução de salário e fim da escala 6×1. Registro em carteira e piso salarial para trabalhadores de plataformas de aplicativos, com criação de uma plataforma pública de transporte;
  • Lazer, Cultura e Planejamento Urbano: Descentralização dos equipamentos culturais e de lazer para além da capital e dos centros ricos. Planejamento urbano estatal preparado para acolher festas, batalhas de rima, baile funk e outras expressões da juventude periférica sem criminalização ou conflitos urbanos;
  • Moradia popular digna: Utilização imediata dos imóveis e terrenos da União para suprir o déficit habitacional, com reforma urbana que garanta moradia e mobilize as cidades para as pessoas, não para o capital. Revogação do marco legal do saneamento básico, com federalização das empresas de tratamento de água e esgoto.

3. Pelo Fim do Genocídio e Contra as Opressões

  • Nova Política de Segurança dos Direitos: Pelo fim da política de encarceramento em massa e do genocídio sistemático da juventude negra e periférica. Desmilitarização completa da polícia, com unificação das polícias sob controle social. Adoção das 16 medidas contra o encarceramento em massa do IBCCRIM. Descriminalização do uso de drogas e legalização da maconha a curto prazo;
  • Combate ao racismo: Fim do genocídio da população negra, titulação imediata dos territórios quilombolas, criminalização da misoginia e da LGBTfobia. Universalização das cotas universitárias para a população trans e ampliação das medidas socioeducativas contra a redução da maioridade penal;
  • Rede de Proteção Social: Criação e fortalecimento de redes públicas de acolhimento e proteção contra o racismo, a LGBTfobia e a violência contra as mulheres, que atinge frontalmente as jovens trabalhadoras. Legalização do aborto com garantia de atendimento na rede pública. Ampliação da licença-maternidade e paternidade para um ano;
  • Democratização do Judiciário: Fim da vitaliciedade dos magistrados, com mandatos fixos de 10 anos para tribunais superiores, elegíveis e revogáveis pelo Poder Popular. Fim de todos os penduricalhos que ultrapassam o teto constitucional.

4. Participação, Poder Popular e Soberania Nacional

  • Conselhos Populares: Criação de Conselhos Populares de cultura, educação, mobilidade, meio ambiente e segurança pública, eleitos nos locais de trabalho, moradia e estudo. A juventude decidindo diretamente sobre o orçamento e a aplicação das políticas públicas, rompendo com o controle dos grandes empresários sobre a política;
  • Assembleia Constituinte de Novo Tipo: Convocação, no prazo de dois anos, de uma Assembleia Constituinte cuja representação reflita a maioria social do país — metade eleita pelas organizações sociais e populares, metade pelo voto universal. Extinção do Senado e substituição por um Parlamento Unicameral;
  • Democratização dos meios de comunicação: Fim do oligopólio privado, forte regulação das Big Techs, fortalecimento da EBC sob controle dos trabalhadores, e criação de redes sociais estatais nacionais.

5. Economia a Serviço da Vida, Não do Capital

  • Revogação do Arcabouço Fiscal, da Lei de Responsabilidade Fiscal e da autonomia do Banco Central — desmontando todo o arcabouço jurídico e institucional neoliberal que trava os investimentos sociais;
  • Reestatização das empresas estratégicas privatizadas (Petrobras 100% estatal, Eletrobras, BR Distribuidora, etc.), com investigação de todo o processo de privatizações;
  • Reforma tributária progressiva: Isenção do imposto de renda para quem ganha até o salário-mínimo do Dieese, com cobrança progressiva sobre grandes fortunas, lucros e dividendos, transações financeiras e heranças;
  • Nova política industrial que estimule as fronteiras tecnológicas e a reindustrialização do país;
  • Reestruturação da dívida pública, com suspensão dos pagamentos durante investigação sobre sua origem.

Nossos sonhos não cabem nas urnas

A transformação das nossas condições de vida não virá de conciliações com os patrões, mas sim do fortalecimento da luta anticapitalista, que transcende o ambiente institucional. Carlos Machado é a candidatura da classe trabalhadora para  dar o salto qualitativo nessa luta, enfrentando os donos do poder econômico e colocando os recursos de São Paulo a serviço de quem constrói a riqueza deste estado.

Para presidente, vote em Edmilson Costa: 21

Para governador, vote em Carlos Machado: 21

Para senador, vote em Petter Maahs: 211

Organize-se na União da Juventude Comunista!

Coordenação Estadual da UJC em São Paulo
29 de setembro de 2026