Raúl é herói! Criminoso é o governo que invade, sequestra, mata e bombardeia ao redor do globo
Nos 67 anos de sua existência independente e soberana, a República Socialista de Cuba nunca vivenciou um dia de desenvolvimento pacífico. A “Guerra Suja” do governo estadunidense contra o povo, a revolução e o futuro de Cuba incluiu invasões, guerra biológica, bombardeios, sanções, bloqueios e o financiamento de grupos golpistas e terroristas. Mais recentemente, esse estrangulamento foi direcionado à infraestrutura médica e energética da ilha, visando ao colapso total da sociedade cubana.
Tal como ocorreu na Venezuela, os agentes do imperialismo em Washington buscam agora uma “decapitação” da Revolução Cubana, mirando seus dirigentes atuais e históricos na busca de um fato político que “justifique” uma intervenção direta. A tática não é nova: centenas de tentativas de assassinato foram realizadas pela CIA contra o Comandante Fidel Castro Ruz durante sua vida. Porém, o “indiciamento” do general Raúl Castro representa um novo passo na escalada agressiva do trumpismo contra Cuba. Após um completo e genocida bloqueio energético, a instauração de centenas de novas sanções com o objetivo de estrangular economicamente o povo cubano e reiteradas ameaças de intervenção, os dirigentes do fascismo estadunidense buscam qualquer pretexto para uma invasão.
O evento em questão, ocorrido em 1996, envolveu três aviões que tentavam pousar ilegalmente na ilha como parte de uma operação antirrevolucionária de um grupo norte-americano reconhecido pelo governo cubano como terrorista. A organização, financiada abertamente pela CIA, buscava organizar oposicionistas cubanos para ações violentas e tentativas de derrubada do governo socialista.
As contradições desse processo judicial são impossíveis de ignorar. Sobressai a arrogância do indiciamento de um líder nacional por um país estrangeiro, enquanto figuras da oposição que promoveram décadas de ações violentas contra Cuba vivem impunes nos Estados Unidos, sem quaisquer repercussões legais.
O General Raúl Castro não é apenas um dirigente político e ex-presidente de Cuba (2008–2018), mas um dos principais símbolos da revolução e das instituições nacionais cubanas. É impossível subestimar seu papel-chave na história recente de Cuba e da América Latina. É simbólico, inclusive, que seu suposto “crime” teria ocorrido durante o “Período Especial” dos anos 1990, imediatamente após a dissolução da União Soviética e do Bloco do Leste, quando o recrudescimento do bloqueio estadunidense causou fome e crise generalizada na ilha. Foram hercúleos os esforços para reverter a contração da economia cubana e o desmantelamento de seu sistema socialista, momento no qual a liderança do General Raúl Castro se provou essencial para a continuidade do processo revolucionário.
Denunciamos veementemente as tentativas do governo dos EUA, em especial do presidente Donald Trump e de seu secretário de Estado, Marco Rubio, de minar a soberania, a independência e a construção socialista de Cuba. Denunciamos como caluniosas e ilegais as acusações contra o General Raúl Castro, herói nacional cubano e símbolo internacional da luta pela soberania, pela justiça e pelo socialismo. Denunciamos ainda a clara tentativa de criar um fato político capaz de justificar perante o público interno dos EUA uma intervenção militar contra Cuba.
Abaixo o bloqueio!
Abaixo o fascismo e o imperialismo!
Que viva Raúl!
Pátria ou morte!
Comissão de Assuntos e Relações Internacionais
União da Juventude Comunista – UJC Brasil
23 de maio de 2026
Foto: Sven Creutzmann / Reuters