A realização da COP30 em Belém evidencia o interesse do capital internacional sobre a Amazônia e as contradições entre o discurso da sustentabilidade e a permanência de um modelo de exploração que aprofunda desigualdades sociais e impactos ambientais na região. Em meio à vitrine internacional construída em torno da floresta, persistem problemas estruturais no Pará, enquanto povos indígenas, quilombolas e comunidades tradicionais reafirmam, por meio da mobilização popular, seu protagonismo na defesa do território e do futuro da Amazônia.
A agroecologia surge como uma alternativa revolucionária diante da devastação causada pelo capitalismo e pelo agronegócio no Brasil. Mais do que práticas sustentáveis, ela propõe uma reorganização profunda da sociedade, centrando-se na vida e na preservação ambiental. Nos campos e nas cidades, a agroecologia resiste ao sistema de morte, construindo soberania alimentar e promovendo resistência ao sistema que nos mata.
Este ano, o povo brasileiro está vivenciando verdadeiras cenas apocalípticas: céus vermelhos repletos de fumaça, chuvas de fuligem, seca e chamas são o retrato da atual crise climática que assola o Brasil.