
UJC na veia,
vermelha como hemoglobina,
99 anos conduzindo sonhos,
com generosidade juvenil.
Organiza, grita palavras de ordem,
agita nos congressos, nas passeatas,
se abraça, sorri, cai no samba,
enfrenta as baionetas, os banimentos,
os desaparecimentos.
Jurada de morte pelos fascistas
e de tantas outras coisas mais…
Tantas vezes tentaram ceifá-la.
Enraizada nas lutas,
sempre brota por aí,
segue circulando
como sangue vermelho
nas veias do Brasil,
desde 1º de agosto de 1927.
Poema dedicado, in memoriam, a José Montenegro de Lima,
aos 99 anos da UJC.
Por camarada Geraldinho Jongo



