c Toda solidariedade aos professores de Los Angeles: por uma educação pública, gratuita e de qualidade! – UJC
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Toda solidariedade aos professores de Los Angeles: por uma educação pública, gratuita e de qualidade!
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Toda solidariedade aos professores de Los Angeles: por uma educação pública, gratuita e de qualidade!

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Coordenação Nacional da UJC-Brasil

Na última segunda-feira, dia 14 de janeiro, os professores de Los Angeles, organizados através do sindicato United Teachers of Los Angeles, iniciaram uma grande greve que paralisou as atividades de praticamente todas as escolas do distrito. Essa greve é a primeira em 30 anos do condado, e já dura mais de oito dias.

O sistema educacional estadunidense é organizado através dos chamados distritos educacionais e cada distrito possui uma delegacia de ensino responsável pela administração dessas escolas. O distrito de Los Angeles é o segundo maior do país. Nos últimos anos, a delegacia de ensino, na figura do superintendente Austin Beutner vem promovendo um ataque à educação pública: cada vez mais, o distrito passa a incentivar as “charter schools”, que grosso modo seriam escolas autônomas. Essas escolas funcionam mais ou menos como o modelo adotado no Brasil de Organizações Sociais: são administradas por entidades privadas com verba da educação pública, obtendo o total controle do que é ensinado às crianças e sem precisarem prestar contas às delegacias de ensino.

A greve, que estima-se ter sido aderida por quase toda categoria – os 33 mil profissionais associados ao sindicato – tem como principais pautas não apenas o reajuste salarial, o qual foi oferecido apenas em 2% pela delegacia de ensino, enquanto a burocracia recebeu mais de 100% de aumento no mesmo período, mas também por melhores condições de ensino, como a diminuição do número de alunos em sala de aula, a contratação de profissionais como psicólogos, enfermeiras, bibliotecários e o fim dos testes de avaliação de ensino aplicados pelo distrito todos os anos aos alunos.

Nos últimos dias, os professores e apoiadores saíram as ruas em protestos de massa, chegando a mais de 50 mil pessoas debaixo de chuva – vale lembrar que agora é inverno nos EUA, com as temperaturas próximas aos 5ºC – demonstrando uma boa organização e força da categoria. O sindicato informou que ficarão em greve o tempo necessário para que a delegacia de ensino negocie um acordo que seja bom não apenas para os professores, mas para todos os alunos e a comunidade escolar.

Demonstrações como esta fazem parte do óbvio esgotamento do projeto neoliberal expresso em sua radicalização às últimas consequências, desde a retira direito dos trabalhadores e do povo norte-americano até a precarização e privatização de todas esferas possíveis, desta vez afetando um dos últimos bastiões públicos dos Estados Unidos: a educação fundamental e média. Não obstante, uma pesquisa realizada pela Universidade Loyola Marymount demonstrou que 80% dos residentes no distrito de Los Angeles apoiam a greve, tendo boa parte declarado um “forte” apoio ao movimento. Este é um momento profundamente significativo no cenário estadunidense, que vem desde 2008 borbulhando cada vez mais conforme as consequências da crise se revertem em ataques generalizados à classe trabalhadora do país. Enquanto as condições de vidas da imensa maioria caminham para um constante declínio, os milionários tornam-se bilionários. Nesse sentido, devemos o maior apoio e solidariedade ao movimento dos professores e do alunato de Los Angeles nesta luta e por sua participação no processo de reorganização da classe trabalhadora estadunidense.

Nem um passo atrás! Nem um direito a menos!
Por uma educação pública, gratuita e de qualidade!