No dia 5 de maio deste ano, a Constituição Federal de 1988 completou seus 37 anos. Nessa data, nos compete pensar se a norma que marcou o retorno à democracia e o fim da terrível ditadura militar conseguiu testemunhar a concretização dos seus mandamentos nessas quase quatro décadas, ou se a sociedade brasileira permanece mais ligada ao passado autoritário.
Por que devemos lutar pelo fim da Polícia Militar?
As recentes operações policiais no Rio de Janeiro e no Mato Grosso do Sul escancaram o verdadeiro papel da PM: reprimir o povo pobre, negro e indígena para proteger os interesses da burguesia e do agronegócio. Longe de garantir segurança, a militarização produz terror e morte nas periferias e no campo. Neste artigo, analisamos as raízes históricas dessa instituição – herdeira direta da repressão colonial – e defendemos uma segurança pública sob controle popular, civil e voltada à justiça social.
Democracia dos ricos é o estado permanente de guerra aos pobres
A maior chacina do estado do Rio de Janeiro é mais uma vez operada pela Polícia Militar do fascista Cláudio Castro (PL), com início das operações em plena terça-feira no Complexo do Alemão e no Complexo da Penha. A "megaoperação" segue o conhecido padrão de intervenção nas favelas que assassina o povo negro e pobre, mas é sobretudo uma jogada pré-eleitoral que faz parte da campanha da extrema-direita, da família Bolsonaro a Eduardo Paes, que reforçam a narrativa intervencionista para o combate ao "narcoterrorismo" encabeçada pelo imperialismo estadunidente.
Votar nulo na Consulta à Comunidade Universitária da UFMG
No dia 21 de outubro estudantes, técnicos e professores, vão às urnas manifestar sua posição na Consulta à Comunidade Universitária destinada a subsidiar o Colégio Eleitoral na elaboração da lista tríplice orientadora da escolha do Reitor e da Vice-Reitora da UFMG. Nesta consulta, a tão defendida paridade dos votos nas eleições para a Reitoria e […]
Perfil da juventude baiana II
Esse texto é parte de um projeto de análise da juventude baiana, mas que faz parte de uma leitura macro da juventude brasileira. A parte dois deste texto vem para fazer um corte mais específico, que foi tangenciado no texto “Perfil da Juventude Baiana”, publicado há quase um ano atrás. Nesse sentido, quando o primeiro texto foi desenhado, surgiu uma atenção mais específica à questão da violência urbana e policial e a juventude baiana, e com isso este texto nasce.
Soberania alimentar: o que é?
Soberania Alimentar, em poucas palavras, é o direito da população de ter a capacidade de produzir o que consome, sem precisar se submeter à ordem do mercado global, definindo, assim, políticas próprias e estratégias de produção, distribuição e consumo de alimentos de qualidade. Enquanto o agronegócio visa exclusivamente ao lucro, produzindo commodities que não alimentam […]
Teses da UJC e do MUP para o 49º CONUEE-MG
Conjuntura A conjuntura internacional é marcada pela ofensiva do capital imperialista, notadamente nos territórios Palestinos, em uma intensificação dos processos desde meados do século XX e um agravamento nos últimos 2 anos. No âmbito da América Latina, as recentes agressões estadunidenses à Venezuela alertam sobre a sanha do capital-imperialista, capitaneado pelos EUA, em expandir seus […]
A Reforma da Universidade de Córdoba
A Universidade de Córdoba, na Argentina, era uma das mais conservadoras do território americano após as independências. Num cenário de autoritarismo e conservadorismo, os estudantes concluíram que não era mais possível continuar numa instituição antidemocrática e alheia à ciência. O movimento estudantil que se seguiu ficaria conhecido como a Reforma da Universidade de Córdoba, uma experiência que deixou seu programa e legado para a Universidade Popular.
Boletim da UJC – Outubro/2025
A Reforma Administrativa ataca a juventude A Reforma Administrativa, que está em pauta no Congresso Nacional e conta com todo o apoio da direita e do “Centrão”, isto é, das representações políticas da burguesia, é uma verdadeira contrarreforma que visa desestruturar o serviço público no país. Nesse sentido, a reforma administrativa pode piorar ainda mais […]