Enquanto monopólios transformam o ensino em mercadoria e lucram bilhões com o endividamento da juventude trabalhadora, a universidade brasileira é capturada pela lógica do capital e esvaziada de seu papel emancipador. Diante desse sequestro, não basta resistir: é preciso organizar a luta coletiva para romper com a privatização, enfrentar a dominação ideológica e reconquistar a educação como direito público, gratuito e instrumento de transformação social.
Toda solidariedade ao povo libanês e a sua juventude em luta
A UJC Brasil expressa sua mais completa solidariedade e confiança à União da Juventude Democrática Libanesa (ULDY), cujo país está sendo mais uma vez atacado pelos agressores sionistas com o apoio dos imperialistas estadunidenses. Em meio à escalada de violência, reafirmamos o compromisso com o internacionalismo proletário e com a unidade concreta entre povos que enfrentam a mesma opressão — das periferias brasileiras ao sul do Líbano —, na certeza de que a resistência organizada das massas é capaz de derrotar a dominação imperialista. Onde um cai, muitos outros se levantam. Viva a solidariedade entre os povos!
Que tipo de UBES precisamos hoje? Manifesto da UJC e do MEP rumo ao 46º CONUBES
Em meio à crise estrutural do capitalismo, ao avanço da extrema-direita e à continuidade das políticas neoliberais na educação, a juventude trabalhadora enfrenta o aprofundamento do desmonte do ensino público, expresso no Novo Ensino Médio, na privatização e na precarização das condições de estudo. Ao mesmo tempo, a principal entidade secundarista do país se afasta da mobilização e se subordina à lógica da conciliação. Diante desse cenário, coloca-se uma questão decisiva: que tipo de UBES é necessária hoje? É urgente retomar a entidade pelas bases, com independência de classe, trabalho de base e combatividade, para enfrentar os ataques à educação e reorganizar a luta da juventude trabalhadora.
Não sucumbiremos ao desmonte da educação pública e aos ataques da extrema-direita: todo apoio à greve da UERJ!
A crise da Universidade do Estado do Rio de Janeiro é resultado de anos de sucateamento, cortes e descumprimento de acordos pelo governo estadual, em meio a contradições como gastos elevados em segurança e escândalos políticos. A greve expressa a unidade entre estudantes, técnicos e docentes diante da precarização generalizada, articulando a luta por salários, permanência estudantil, orçamento e direitos como parte de um mesmo enfrentamento em defesa da universidade pública.
Mais do que nunca, é tempo de cortar o mal pela raiz
Nos últimos tempos, temos lidado com uma conjuntura revoltante, seja qual for a escala. Embora o estado de coisas não seja confortável, ele é também capaz de contribuir para que outras percebam o quão decadente e insustentável tem se apresentado o modo de vida capitalista. Contra o quadro de colapso global para o qual podemos caminhar, os comunistas ainda têm uma alternativa possível e necessária a apresentar.
Por que somos contra o vestibular?
O vestibular costuma ser apresentado como um mecanismo neutro de seleção baseado no mérito individual. No entanto, sua origem histórica e seus efeitos concretos revelam outra realidade: trata-se de um instrumento que organiza a competição entre estudantes para manter o acesso ao ensino superior restrito a poucos. Compreender como surgiu esse modelo ajuda a explicar por que defendemos seu fim e a construção de uma Universidade Popular, com acesso universal e sem a lógica excludente da competição eliminatória.
Lei do Grêmio Livre: uma conquista da luta estudantil
A Lei do Grêmio Livre (Lei nº 7.398/1985) garante aos estudantes o direito de organizar grêmios estudantis de forma autônoma, democrática e independente dentro das escolas. Conquista da luta da juventude após a ditadura militar, ela assegura que os estudantes possam se representar, debater seus direitos e participar ativamente da vida escolar. A livre organização estudantil é também um instrumento fundamental na luta por uma escola pública, popular, crítica e comprometida com a transformação social.
A máscara do sagrado nas eleições de 2026
Às vésperas das eleições de 2026, o avanço da instrumentalização religiosa no debate político brasileiro revela uma estratégia cada vez mais evidente de manipulação ideológica. Símbolos e discursos da fé vêm sendo mobilizados para produzir pânico moral, desviar a atenção das questões materiais que afetam a classe trabalhadora e legitimar projetos de poder alinhados aos interesses da burguesia. Diante desse cenário, torna-se fundamental reafirmar o caráter laico do Estado e recolocar no centro do debate as demandas concretas da classe trabalhadora.
Solidariedade aos trabalhadores da AGESPISA
Em meio ao avanço das privatizações no setor de saneamento, a demissão em massa de trabalhadores da empresa pública Águas e Esgotos do Piauí (AGESPISA) expõe os impactos sociais e políticos da entrega de serviços essenciais à iniciativa privada. A medida, realizada pelo governo estadual, levanta questionamentos sobre violações de direitos trabalhistas, perseguição sindical e desrespeito a decisões judiciais. Diante desse cenário, intensifica-se a denúncia contra o processo de privatização do saneamento no estado e a defesa da reestatização dos serviços, com o objetivo de assegurar acesso universal à água, tarifas justas e respeito aos trabalhadores.