A Cabanagem foi uma das mais profundas revoltas populares do Brasil, expressando, durante o Período Regencial, a reação das camadas subalternas da Província do Grão-Pará contra a miséria, a exploração, a exclusão política e o domínio das elites imperiais, e deixando um legado de luta por justiça social e enfrentamento à ordem vigente.
O aumento na temperatura e o não abastecimento de água nos bairros da Zona Oeste (RJ)
O avanço da crise climática tem se manifestado de forma cada vez mais brutal no Rio de Janeiro, especialmente na Zona Oeste, onde ondas de calor acima dos 40°C escancaram os efeitos da exploração capitalista sobre a natureza. Ao mesmo tempo, esse cenário revela o abandono histórico das periferias, marcado pela ausência de políticas públicas, pela precariedade urbana e pelo descaso no acesso à água após a privatização da CEDAE, evidenciando como o lucro da burguesia se impõe sobre as condições mínimas de vida da classe trabalhadora.
Solidariedade ao povo venezuelano! Contra a agressão imperialista na Venezuela!
A União da Juventude Comunista (UJC), juventude do Partido Comunista Brasileiro (PCB), vem a público expressar sua mais profunda solidariedade ao povo venezuelano diante dos covardes ataques com bombas ocorridos em Caracas. A Venezuela é uma nação rica em recursos, morada de um povo aguerrido que não se curvará diante de qualquer ataque oportunista.
HIV e AIDS: a epidemia não é o vírus, é o neoliberalismo
O mês de dezembro marca uma campanha de relevância mundial: o Dezembro Vermelho, símbolo de uma luta histórica na sociedade brasileira do movimento de AIDS por políticas públicas de prevenção, tratamento e garantia de direitos. Ao se abordar o HIV e a AIDS, ainda é comum que a memória social seja atravessada pela epidemia da década de 1980, período marcado por intensos estigmas e preconceitos dirigidos, sobretudo, à população LGBT, que enfrentava o avanço da infecção e do adoecimento em meio à negligência estatal e à violência moral.
Ousar sonhar exige orçamento! Ousar lutar exige permanência!
A Lei Orçamentária de 2026 escancara, mais uma vez, quem paga a conta das escolhas políticas feitas em Brasília: a educação pública, a ciência e a juventude trabalhadora. Com cortes milionários nas universidades federais, na CAPES, no CNPq e na assistência estudantil, o Congresso opta por sacrificar o direito de estudar e pesquisar em nome do clientelismo e das emendas sem transparência, aprofundando desigualdades e comprometendo o futuro do país. Diante desse ataque, a UJC afirma a necessidade de mobilização para defender a educação pública, garantir orçamento para a ciência e assegurar condições reais de permanência, rumo à construção de uma Universidade Popular.
Visita ao Presépio da Quinquina, por Jorge Amado
Mas minha prima Quinquina sabe que o Cristo foi bom e foi bom para todos, sem distinção de classes e mesmo sem distinção sobre a virtude e o pecado. Sabe que o Cristo foi humano também e ela não esqueceu essa lição de humanidade. [...] Viajantes cansados dos Natais das grandes cidades com presentes caros e champagne: ide a Estancia e no Parque Triste encontrareis o presépio de Quinquina. Bebereis licor, comereis bolo de aipim, conversareis com as velhas. E na sala de visitas encontrareis, pobre e nu, cercado, no entanto, de Reis, santos, homens, mulheres e animais, Cristo, o verdadeiro, o que perdoou Madalena, lavou os pés dos mendigos e pescou com os pescadores nas águas do Jordão.
Atribulações de Papai Noel, por Graciliano Ramos
Meteu-se na roupa encarnada, ajeitou a gola de arminho ao espelho e calçou as botas, resmungando: por que era que o Estado Novo não lhe suprimia as funções, conservando-lhe os vencimentos? Enquanto pensava em redigir algumas notas sobre a reorganização do serviço, pregou a barba de algodão na cara descontente, arrumou no crânio o chinó, tomou o cajado, foi ao quarto vizinho e atirou às costas o enorme saco cheio de brinquedos. Veio de lá, capenga e corcunda, apagou a luz, saiu, trancou a porta, encaminhou-se ao elevador.
Contra a intervenção e a pirataria estadunidense: pela paz e soberania na Venezuela e em toda a América!
Dois séculos após a declaração da Doutrina Monroe — a diretiva de política externa dos Estados Unidos que sistematizou a intervenção imperialista na América Latina como política de Estado — e vinte e um anos após a última invasão norte-americana nas Américas, no Haiti, em 2004, assistimos hoje a uma escalada agressiva sem precedentes contra a América do Sul. Pela primeira vez desde a virada do século, nosso continente tornou-se, novamente, o principal teatro de ação militar dos EUA. Diante desse cenário, reafirmamos a necessidade da unidade dos povos latino-americanos na luta anti-imperialista, pela soberania, pela paz e pela autodeterminação de nossas nações.
Declaração da FMJD sobre a escalada da agressão imperialista contra a Venezuela
A escalada da agressão imperialista dos Estados Unidos contra a Venezuela coloca em risco não apenas a soberania do povo venezuelano, mas a paz de toda a América Latina e do Caribe. Diante das ameaças militares, das manobras ilegais e da tentativa de fabricar pretextos para a intervenção e o saque, a juventude anti-imperialista do mundo se levanta em denúncia e solidariedade. Nesta declaração, a Federação Mundial da Juventude Democrática (FMJD) convoca à mobilização internacional, reafirma a defesa da autodeterminação dos povos e aponta que somente a unidade e a luta organizada podem barrar a ofensiva imperialista.