A escola é nossa:Ousar lutar por uma educação popular! Conjuntura Frente ao recrudescimento da crise capitalista e ao declínio da hegemonia norte-americana, o avanço da extrema-direita em escala global não pode ser compreendido apenas como um fenômeno isolado ou meramente cultural. Ele é expressão política da crise estrutural do capitalismo em sua fase imperialista e […]
A UJC Brasil saúda a Unión de Jóvenes Comunistas de Cuba pelos seus 64 anos. Entendemos que a UJC cubana não é apenas uma organização juvenil irmã para nós, mas um exemplo: um exemplo de resiliência, um exemplo de compromisso revolucionário e um exemplo de solidariedade. Cuba nunca nos faltou com sua solidariedade, e nós também nunca faltaremos.
Nesta edição de abril de 2026 do Boletim da UJC, debatemos como a crise do capitalismo aprofunda os ataques à educação pública, com privatização, precarização e militarização das escolas, tentando transformar o direito à educação em fonte de lucro e controle da juventude trabalhadora. Diante desse cenário, afirmamos que a escola não deve ser mercadoria: ela deve ser espaço de luta, organização e formação crítica. Contra o projeto da burguesia, levantamos a bandeira da Escola Popular e convocamos a juventude a se mobilizar, porque o nosso futuro não está à venda. A escola é nossa!
Enquanto monopólios transformam o ensino em mercadoria e lucram bilhões com o endividamento da juventude trabalhadora, a universidade brasileira é capturada pela lógica do capital e esvaziada de seu papel emancipador. Diante desse sequestro, não basta resistir: é preciso organizar a luta coletiva para romper com a privatização, enfrentar a dominação ideológica e reconquistar a educação como direito público, gratuito e instrumento de transformação social.
A UJC Brasil expressa sua mais completa solidariedade e confiança à União da Juventude Democrática Libanesa (ULDY), cujo país está sendo mais uma vez atacado pelos agressores sionistas com o apoio dos imperialistas estadunidenses. Em meio à escalada de violência, reafirmamos o compromisso com o internacionalismo proletário e com a unidade concreta entre povos que enfrentam a mesma opressão — das periferias brasileiras ao sul do Líbano —, na certeza de que a resistência organizada das massas é capaz de derrotar a dominação imperialista. Onde um cai, muitos outros se levantam. Viva a solidariedade entre os povos!
Em meio à crise estrutural do capitalismo, ao avanço da extrema-direita e à continuidade das políticas neoliberais na educação, a juventude trabalhadora enfrenta o aprofundamento do desmonte do ensino público, expresso no Novo Ensino Médio, na privatização e na precarização das condições de estudo. Ao mesmo tempo, a principal entidade secundarista do país se afasta da mobilização e se subordina à lógica da conciliação. Diante desse cenário, coloca-se uma questão decisiva: que tipo de UBES é necessária hoje? É urgente retomar a entidade pelas bases, com independência de classe, trabalho de base e combatividade, para enfrentar os ataques à educação e reorganizar a luta da juventude trabalhadora.
A crise da Universidade do Estado do Rio de Janeiro é resultado de anos de sucateamento, cortes e descumprimento de acordos pelo governo estadual, em meio a contradições como gastos elevados em segurança e escândalos políticos. A greve expressa a unidade entre estudantes, técnicos e docentes diante da precarização generalizada, articulando a luta por salários, permanência estudantil, orçamento e direitos como parte de um mesmo enfrentamento em defesa da universidade pública.
Nos últimos tempos, temos lidado com uma conjuntura revoltante, seja qual for a escala. Embora o estado de coisas não seja confortável, ele é também capaz de contribuir para que outras percebam o quão decadente e insustentável tem se apresentado o modo de vida capitalista. Contra o quadro de colapso global para o qual podemos caminhar, os comunistas ainda têm uma alternativa possível e necessária a apresentar.
O vestibular costuma ser apresentado como um mecanismo neutro de seleção baseado no mérito individual. No entanto, sua origem histórica e seus efeitos concretos revelam outra realidade: trata-se de um instrumento que organiza a competição entre estudantes para manter o acesso ao ensino superior restrito a poucos. Compreender como surgiu esse modelo ajuda a explicar por que defendemos seu fim e a construção de uma Universidade Popular, com acesso universal e sem a lógica excludente da competição eliminatória.