Como transformar a universidade? A luta deve ir além das pautas "corporativas": é preciso questionar a quem ela serve e disputar seu caráter na luta de classes.
A Portaria nº 506 do MEC, publicada em 10 de julho de 2025 pelo ministro Camilo Santana para regulamentar o Decreto nº 12.456 de Lula (maio/2025), consolida uma política educacional que concilia com os tubarões do ensino, aprofunda a precarização do trabalho docente e institucionaliza uma visão neoliberal da educação – travestida de suposto "progresso". Longe de avançar rumo a uma Educação Popular, o novo marco do EaD reforça a mercantilização do saber, transformando universidades em linhas de montagem de diplomas e professores em operadores de plataformas digitais.
A União da Juventude Comunista (UJC) e o Movimento por uma Universidade Popular (MUP) apresentam suas teses ao 60º Congresso da UNE (CONUNE) sob o lema “UNE Volante por uma Universidade Popular”, resgatando uma das tradições mais combativas do movimento estudantil: as caravanas que, nos anos 1960, percorreram o Brasil discutindo Reforma Universitária e fortalecendo […]
A UEMG – presente em 19 cidades mineiras com 22 mil estudantes – está sob grave ameaça! Os projetos de lei 3.733/2025 (que autoriza vender nosso patrimônio imobiliário) e 3.738/2025 (que propõe EXTINGUIR a universidade) colocam em risco a educação pública, gratuita e autônoma em MG.
Nas últimas semanas, o governo federal, por meio do Decreto nº 12.448/2025, impôs mais um corte orçamentário às Instituições Federais de Ensino (IFE), limitando o uso mensal dos recursos a apenas 60% do previsto no começo do ano. A medida, disfarçada como “restrição”, na prática reduz drasticamente a capacidade de financiamento das universidades, agravando a […]
A educação cumpre um papel extremamente importante no desenvolvimento da sociedade e, por esse motivo, é constantemente atacada e precarizada pelos setores ultraliberais que governam o Estado. A luta por uma educação popular, emancipadora e revolucionária, é uma das bandeiras mais importantes do nosso programa. Por meio da educação, fortalece-se a tensão política e a […]
O Novo Ensino Médio tem sido alvo de críticas e mobilizações estudantis devido à sua estrutura excludente e ao esvaziamento curricular. Nesta nota, analisamos os impactos desse modelo na educação pública, seus vínculos com a mercantilização do ensino e a necessidade de uma luta organizada por uma escola verdadeiramente democrática, universal e voltada para as necessidades da classe trabalhadora. É hora de retomar as mobilizações e construir um novo projeto de educação!
Uma das principais instâncias deliberativas da União Nacional dos Estudantes (UNE), o 16º Conselho Nacional de Entidades de Base (CONEB) será um momento crucial para a reorganização do movimento estudantil brasileiro. Após anos de ataques neoliberais à educação e à organização dos estudantes, o CONEB retorna como um espaço essencial para debater os rumos da universidade e fortalecer a luta por uma educação pública, gratuita e popular. Diante do avanço da extrema-direita e da submissão do governo Lula ao neoliberalismo, a UJC apresenta suas teses para a construção de um movimento estudantil combativo, classista e independente, capaz de enfrentar a privatização do ensino e a precarização das universidades, apontando para a necessidade de um projeto de Universidade Popular.
Nós, da União da Juventude Comunista (UJC), repudiamos a repressão policial na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), onde estudantes que lutavam por uma educação pública e contra os cortes no orçamento foram violentamente atacados. Ao invés de dialogar, a reitoria preferiu acionar a polícia, enquanto a mídia distorceu os fatos para criminalizar o movimento estudantil. Além disso, três estudantes e o deputado Glauber Braga foram presos de forma arbitrária. Seguimos firmes na defesa de uma universidade pública, acessível e comprometida com os direitos dos filhos da classe trabalhadora.