Em meio ao avanço das privatizações no setor de saneamento, a demissão em massa de trabalhadores da empresa pública Águas e Esgotos do Piauí (AGESPISA) expõe os impactos sociais e políticos da entrega de serviços essenciais à iniciativa privada. A medida, realizada pelo governo estadual, levanta questionamentos sobre violações de direitos trabalhistas, perseguição sindical e desrespeito a decisões judiciais. Diante desse cenário, intensifica-se a denúncia contra o processo de privatização do saneamento no estado e a defesa da reestatização dos serviços, com o objetivo de assegurar acesso universal à água, tarifas justas e respeito aos trabalhadores.
O avanço da crise climática tem se manifestado de forma cada vez mais brutal no Rio de Janeiro, especialmente na Zona Oeste, onde ondas de calor acima dos 40°C escancaram os efeitos da exploração capitalista sobre a natureza. Ao mesmo tempo, esse cenário revela o abandono histórico das periferias, marcado pela ausência de políticas públicas, pela precariedade urbana e pelo descaso no acesso à água após a privatização da CEDAE, evidenciando como o lucro da burguesia se impõe sobre as condições mínimas de vida da classe trabalhadora.