c Por direitos e qualidade de vida, é necessário organização e poder popular! – União da Juventude Comunista
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Por direitos e qualidade de vida, é necessário organização e poder popular!

Por direitos e qualidade de vida, é necessário organização e poder popular!

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O governo Empresarial-Militar-Burguês nos coloca em situação de precariedade em prol de seus luxos.

Por André Pedro Julio Zatt (@ujcbrasil) e Caetano ACC (@ujc.sc) – (núcleo extremo-oeste/SC)

Avançam processos de retiradas de direitos e seguros dos trabalhadores, que ficam cada vez mais precarizados, além de privatizações, como dos Correios e da Eletrobrás. Privatizar não é melhorar serviços, exemplo é a tragédia de brumadinho causada pela Vale que foi privatizada, ou o apagão em Roraima produzido por uma empresa privada onde a Eletrobrás teve que ajudar a consertar; Outro desejo desse governo neoliberal-militar é privatizar a educação pública e a saúde (SUS), para isso, existe um sucateamento criminoso, que é usado no processo de justificativa para transformar essas áreas em lobby de mercado ao invés de canalizar investimentos públicos que tragam qualidade e melhoria para essas áreas que são da maior importância para a vida do povo. Um exemplo de fracasso da instituição privada na saúde é os EUA, onde o custo para obtê-la é exorbitante.

A MP 1045, conhecida como “minirreforma trabalhista”, planejada recentemente na Câmara, é outra ofensiva à nós, ela cria modalidade de trabalho sem direito a férias, 13º salário, FGTS, carteira assinada, direitos previdenciários, reduz o pagamento de horas extras, amplia a jornada de trabalho para algumas categorias e dificulta a fiscalização trabalhista incluindo os casos de trabalho análogo a escravidão, dentre outros retrocessos. Além disso, eles querem aprovar a PEC 32/2020, que visa acabar com direitos dos servidores destruindo serviços públicos.

No governo Bolsonaro-Mourão e Guedes, representando os interesses dos capitalistas, os funcionários públicos sempre foram um fator que cria dificuldades ao prosseguimento de sua política genocida. A contrarreforma administrativa é uma ferramenta que propõe extinguir o direito à estabilidade e o Regime Jurídico Único, instituído pela Lei 8.112/1990. Com o fim da estabilidade do serviço público, as funções do Estado entram nos negócios do toma-lá-dá-cá (rachadinhas) do governo e seus aliados. Fazendo dos cargos públicos aparelhos da ação clientelista de políticos oportunistas, findando a garantia de acesso universal aos direitos sociais básicos, prejudicando acima de tudo os trabalhadores, que mais necessitam dos serviços públicos.

Combinamos à luta política pelo ‘’impeachment já’’ às reivindicações concretas dos trabalhadores e das trabalhadoras. Entendendo o capitalismo como razão de tudo isso. O desemprego (e já somos 14 milhões de desempregados! (IBGE 2021)) é via para gerar desunião entre trabalhadores, assim barateando salários, facilitando a aceitação de situações ruins de trabalho. O racismo e o machismo ajudam a criar essa massa de assustados que não desejam o lugar da miséria.

O Brasil se encaixa numa relação ainda mais brutal, no sentido de que nos países explorados e dependentes do capital internacional (incluindo o nosso) o trabalhador torna-se mais explorado, o que significa que há a necessidade de sermos mão de obra barata para os estrangeiros, além de tornar rentável atividades que são pouco produtivas como extrair recursos naturais. A burguesia não vê sentido em desenvolver o país visto que entende seu papel no capitalismo mundial e lucra muito (exportando as produções em dólares, assim a alta do dólar é boa para eles, que também vendem para os brasileiros de acordo com essa moeda). É importante notar que nossos patrões e donos dos meios de produção (donos das fábricas, agronegócio, e produtos) lucram em cima de nós! Nosso trabalho não condiz com o nosso salário, isso se chama mais-valia. Quanto menos eles gastam conosco mais gastam com eles mesmos!

Lutar pela queda deste governo antes de 2022 é lutar por nossos direitos e qualidade de vida, contra a carestia da vida (o aumento do preço dos alimentos, do gás, da energia, da gasolina e tantos outros direitos básicos), contra a reforma administrativa que é fatal ao funcionalismo público de qualidade e os empregados segurados por concursos, os quais em ampla maioria recebem salários na faixa de 2 mil reais, que podem realizar seu trabalho com segurança de não serem desempregados ao discordar/denúnciar más gerências políticas; proposta esta que não mexe nos ‘’comandantes das estatais’’ com supersalários de por exemplo 40 mil reais. Estes são temas fundamentais que devem ser denunciados como resultado da política do governo para apenas os lucros capitalistas. Para mobilizar a população contra isso, é urgente a organização, tal como Comitês Populares em locais de trabalho, nas escolas, universidades e nos bairros, enraizando entre as massas a luta popular contra esse governo e a burguesia que o sustenta.

Os jornais nos enchem de nomes de leis e medidas do Estado, devemos entender tais ações como um processo único, ou seja, são parte de um movimento só: A mídia burguesa que domina os meios de comunicação de massa, por vezes torna singular algo geral de forma proposital na intenção de tirar dos eventos a essência que é sua relação com o todo. Isso é muito comum para enganar-nos; torna eventos que são centrais em coisas incompreensíveis ou senão desliga-os do mundo real.

A massa trabalhadora precisa se unir, organizar, ampliar e intensificar o trabalho de base, a agitação & propaganda e as denúncias contra o governo burguês-empresarial-militar, responsável pela destruição de direitos e conquistas sociais, pela pobreza, o desemprego e a violência contra a maioria do povo. Trata-se de um governo que age a serviço dos interesses capitalistas e do imperialismo. Os problemas do nosso povo não resolver-se-ão nesse sistema de miséria nacional. É preciso persistir na luta pelo poder popular pelo socialismo! O povo precisa do belo e dar importância às coisas comuns e não ao luxo, belezas como asfaltar e iluminar as ruas, construção de creches e escolas, trazer linhas de ônibus para bairros afastados, geração de empregos que estejam de acordo com o almejo do trabalhador, com segurança e qualidade, reforma urbana e agrária.

Só a nossa classe organizada, mobilizada, politizada e consciente pode findar o bolsonarismo e a podridão de suas raízes.”Por um país onde o culto à dignidade plena da humanidade seja a lei primeira da sua Constituição.” – Jornal O Poder Popular (PCB)

TRABALHADORES, UNI-VOS!

ORGANIZAÇÃO POPULAR E POLITIZAÇÃO!

PELO PODER POPULAR! POR UM BRASIL SOCIALISTA!

CONSTRUAMOS A GREVE GERAL, UM EFETIVO ATAQUE AOS USURPADORES, E DEFESA DOS TRABALHADORES ORGANIZADOS!

AUMENTO DO SALÁRIO MÍNIMO!

NENHUM DIREITO A MENOS!

PELA VALORIZAÇÃO DO TRABALHO E DA VIDA!

Texto retirado de Jornal Comunitário do Oeste de Santa Catarina