Home Internacional Liberdade para Mohammed Khatib! Coordenador da Rede Samidoun na Europa é detido na Grécia
Liberdade para Mohammed Khatib! Coordenador da Rede Samidoun na Europa é detido na Grécia
0

Liberdade para Mohammed Khatib! Coordenador da Rede Samidoun na Europa é detido na Grécia

0

No dia 7 de fevereiro (sábado), Mohammed Khatib foi preso no aeroporto de Heraklion, na ilha de Creta, a caminho de uma atividade de denúncia das condições de cárcere dos presos políticos palestinos. O governo grego, que tem intensificado cada vez mais as relações econômicas e militares com a ocupação sionista, declara a presença de Khatib “inadmissível” por motivos de “segurança nacional”.

Sobre a detenção, a Rede de Solidariedade com Prisioneiros Palestinos Samidoun declara que “esses ataques são parte integrante da cumplicidade imperialista e do envolvimento direto no genocídio”; e que os ataques à Samidoun são “parte da perseguição aos quase 10.000 palestinos presos em prisões da ocupação.”

A censura à Samidoun faz parte de um ataque mais amplo contra a diáspora palestina, os povos árabes e todos os internacionalistas que lutam pela Palestina. Essa perseguição é uma realidade também no Brasil, onde militantes palestinos e aliados à causa palestina são perseguidos em seus locais de atuação, trabalho e até de moradia. A islamofobia e a perseguição política a esses grupos têm raízes profundas nas narrativas midiáticas ocidentais e nas instituições alinhadas aos interesses sionistas e do Norte Global, que buscam desestimular qualquer posicionamento político fora do paradigma colonial. A luta de Mohammed situa-se em um contexto especifico de novas chacinas na Palestina ocupada e medidas de restrição á livre movimentação anunciadas hoje (09/02) na Cisjordânia.

Deve-se notar também que a ordem de prisão e deportação de Mohammed foi assinada poucos dias depois do X encontro tripartite entre os líderes da Grécia, Chipre e Israel, em dezembro.

O que é a Rede de Solidariedade aos Prisioneiros Palestinos Samidoun?

A Samidoun foi fundada após a greve de fome de setembro-outubro de 2011, realizada por prisioneiros palestinos em cadeias israelenses. A organização se destaca ao expor o complexo militar sionista e suas táticas perversas, que incluem prisões arbitrárias, violações de direitos humanos, abuso sexual e humilhações sofridas por homens, mulheres e crianças palestinos atrás das grades.

No entanto, como a história do colonialismo na Palestina nos ensina, onde há violência colonial, também há resistência e luta anticolonial. Desde o início da operação Tempestade Al-Aqsa, testemunhamos negociações entre a resistência palestina e a entidade sionista que conquistaram a libertação de centenas de prisioneiros palestinos. Essa tem sido a principal forma dos palestinos tornarem-se livres. A luta contra a entidade sionista é fundamental para nós da UJC e do PCB, e é nesse sentido que nos somamos à construção da Samidoun e à solidariedade internacional aos prisioneiros palestinos.

A Samidoun promove a solidariedade internacional, conecta movimentos pelo fim do encarceramento político e amplifica as vozes dos prisioneiros, de suas famílias e seus defensores. Com núcleos na Europa, América do Norte, América Latina e Oriente Médio, a Samidoun convoca todos os povos livres do mundo a se unirem à luta anti-imperialista por justiça e liberdade!

Liberdade para Mohammed Khatib!

Por isso, nos somamos às vozes que denunciam a arbitrária prisão de Khatib e a perseguição à Samidoun e demais organizações que denunciam as violências do imperialismo e do sionismo.

Palestina livre, do rio ao mar!
Enquanto um estiver detido, estamos todos em cárcere!

Comissão de Assuntos e Relações Internacionais da UJC
11 de fevereiro de 2026

Foto: Rede de Solidariedade com Prisioneiros Palestinos Samidoun