Em meio à crise estrutural do capitalismo, ao avanço da extrema-direita e à continuidade das políticas neoliberais na educação, a juventude trabalhadora enfrenta o aprofundamento do desmonte do ensino público, expresso no Novo Ensino Médio, na privatização e na precarização das condições de estudo. Ao mesmo tempo, a principal entidade secundarista do país se afasta da mobilização e se subordina à lógica da conciliação. Diante desse cenário, coloca-se uma questão decisiva: que tipo de UBES é necessária hoje? É urgente retomar a entidade pelas bases, com independência de classe, trabalho de base e combatividade, para enfrentar os ataques à educação e reorganizar a luta da juventude trabalhadora.
Movimento Estudantil
O vestibular costuma ser apresentado como um mecanismo neutro de seleção baseado no mérito individual. No entanto, sua origem histórica e seus efeitos concretos revelam outra realidade: trata-se de um instrumento que organiza a competição entre estudantes para manter o acesso ao ensino superior restrito a poucos. Compreender como surgiu esse modelo ajuda a explicar por que defendemos seu fim e a construção de uma Universidade Popular, com acesso universal e sem a lógica excludente da competição eliminatória.
A Lei do Grêmio Livre (Lei nº 7.398/1985) garante aos estudantes o direito de organizar grêmios estudantis de forma autônoma, democrática e independente dentro das escolas. Conquista da luta da juventude após a ditadura militar, ela assegura que os estudantes possam se representar, debater seus direitos e participar ativamente da vida escolar. A livre organização estudantil é também um instrumento fundamental na luta por uma escola pública, popular, crítica e comprometida com a transformação social.
A escola que temos hoje atende aos interesses do mercado — não aos da juventude trabalhadora. Diante dos ataques à educação básica, é hora de ir além da resistência e disputar um novo projeto: a Escola Popular. No 46º CONUBES, é momento de apresentar propostas, fortalecer a organização e afirmar o papel do movimento secundarista na transformação da realidade das escolas.
Por ocasião do 5º Encontro Nacional de Grêmios, nós da União da Juventude Comunista (UJC) e do Movimento por uma Escola Popular (MEP) apresentamos uma leitura crítica da conjuntura: do avanço da extrema-direita e das ofensivas imperialistas no mundo aos ataques à educação no Brasil, que atravessam o cotidiano das escolas e a vida dos estudantes. Defendemos a revogação do Novo Ensino Médio, a autonomia dos grêmios e a destinação de 10% do PIB para a educação como medidas imediatas para fortalecer a organização estudantil. Tudo isso se orienta por um horizonte estratégico maior: a construção de uma Escola Popular, democrática e a serviço da classe trabalhadora.
Conjuntura A conjuntura internacional é marcada pela ofensiva do capital imperialista, notadamente nos territórios Palestinos, em uma intensificação dos processos desde meados do século XX e um agravamento nos últimos 2 anos. No âmbito da América Latina, as recentes agressões estadunidenses à Venezuela alertam sobre a sanha do capital-imperialista, capitaneado pelos EUA, em expandir seus […]
Como conciliar estudos e militância sem se desgastar? A organização revolucionária não deve ser um fardo, mas uma ferramenta para superar a lógica opressora do capital!
A União da Juventude Comunista (UJC) e o Movimento por uma Universidade Popular (MUP) apresentam suas teses ao 60º Congresso da UNE (CONUNE) sob o lema “UNE Volante por uma Universidade Popular”, resgatando uma das tradições mais combativas do movimento estudantil: as caravanas que, nos anos 1960, percorreram o Brasil discutindo Reforma Universitária e fortalecendo […]
O Movimento por uma Universidade Popular (MUP) e a União da Juventude Comunista (UJC) vêm a público esclarecer que não estamos participando do processo eleitoral de tiragem de delegados e delegadas para o 60º Congresso da União Nacional dos Estudantes (CONUNE) nem da Comissão de Construção do Congresso (C3) desta eleição na Universidade do Estado […]