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Basta de genocídio da juventude preta e favelada!
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Basta de genocídio da juventude preta e favelada!

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Na tarde desta segunda-feira (18/05), o estudante João Pedro Matos Pinto, de apenas 14 anos foi baleado na barriga, dentro da sua casa, durante uma operação conjunta da Polícia Federal e Coordenadoria de Recursos Especiais (CORE) da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro, que ocorreu na Praia da Luz, no bairro de Itaoca – São Gonçalo.

A família de João Pedro, relatou o abuso de poder dos policiais, que chegaram atirando e apontando as armas para as crianças, justificando-se na fuga de um grupo armado para dentro do quintal da família. Após perceberem que João havia sido baleado, os policiais os colocaram em um helicóptero da Polícia Civil e o deixaram no quartel do Corpo de Bombeiros da Lagoa – uma distância de 40km- alegando prestação de socorro, porém, não deixaram nenhum familiar acompanhar o adolescente que entrou no helicóptero ainda vivo.

Os familiares não tiveram mais nenhuma notícia sobre sua situação e o paradeiro de João, tendo assim que começar uma busca intensa nos hospitais e IMLs, e uma campanha nas redes sociais com a hashtag #PROCURASEJOAOPEDRO e #ONDEESTAJOAOPEDRO para pressionar o governador e ex-juiz, Wilson Witzel (PSC – RJ) a se pronunciar sobre seu desaparecimento.

Hoje, na parte da manhã, os familiares encontraram seu corpo, infelizmente, no IML de São Gonçalo. Se tratando de mais uma criança morta pela coesão de aparelhos repressivos do Estado como a Polícia Civil e Polícia Federal.

E A QUEM INTERESSAM ESSAS MORTES?

Estas ofensivas do Estado burguês e militarizado, como incursões letais – onde se mata mais -, são reflexo do projeto político que já impera, com o auxílio das superestruturas comandadas pelos setores do grande capital, para um estágio onde o processo de genocídio da juventude negra e pobre é explicitado.

O Estado burguês em sua faceta mais assassina, lucra diretamente com as vidas retiradas pela falha guerra às drogas, tendo como principal pauta para o problema da segurança pública, soluções falaciosas como o acirramento da letalidade nas operações supracitado e o armamento da população.

Em um momento crítico como este, que a conjuntura nos apresenta, o Estado há de ser responsabilizado pela morte de João Pedro e de muitas crianças como Ágatha, Kauã, Letícia e Jenifer.

Pelo fim da guerra aos pretos e pobres!
Basta de genocídio!