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Cabanagem: movimento amazônico de resistência

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A Cabanagem foi uma das mais profundas revoltas populares do Brasil, expressando, durante o Período Regencial, a reação das camadas subalternas da Província do Grão-Pará contra a miséria, a exploração, a exclusão política e o domínio das elites imperiais, e deixando um legado de luta por justiça social e enfrentamento à ordem vigente.

HIV e AIDS: a epidemia não é o vírus, é o neoliberalismo

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O mês de dezembro marca uma campanha de relevância mundial: o Dezembro Vermelho, símbolo de uma luta histórica na sociedade brasileira do movimento de AIDS por políticas públicas de prevenção, tratamento e garantia de direitos. Ao se abordar o HIV e a AIDS, ainda é comum que a memória social seja atravessada pela epidemia da década de 1980, período marcado por intensos estigmas e preconceitos dirigidos, sobretudo, à população LGBT, que enfrentava o avanço da infecção e do adoecimento em meio à negligência estatal e à violência moral.

Visita ao Presépio da Quinquina, por Jorge Amado

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Mas minha prima Quinquina sabe que o Cristo foi bom e foi bom para todos, sem distinção de classes e mesmo sem distinção sobre a virtude e o pecado. Sabe que o Cristo foi humano também e ela não esqueceu essa lição de humanidade. [...] Viajantes cansados dos Natais das grandes cidades com presentes caros e champagne: ide a Estancia e no Parque Triste encontrareis o presépio de Quinquina. Bebereis licor, comereis bolo de aipim, conversareis com as velhas. E na sala de visitas encontrareis, pobre e nu, cercado, no entanto, de Reis, santos, homens, mulheres e animais, Cristo, o verdadeiro, o que perdoou Madalena, lavou os pés dos mendigos e pescou com os pescadores nas águas do Jordão.

Atribulações de Papai Noel, por Graciliano Ramos

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Meteu-se na roupa encarnada, ajeitou a gola de arminho ao espelho e calçou as botas, resmungando: por que era que o Estado Novo não lhe suprimia as funções, conservando-lhe os vencimentos? Enquanto pensava em redigir algumas notas sobre a reorganização do serviço, pregou a barba de algodão na cara descontente, arrumou no crânio o chinó, tomou o cajado, foi ao quarto vizinho e atirou às costas o enorme saco cheio de brinquedos. Veio de lá, capenga e corcunda, apagou a luz, saiu, trancou a porta, encaminhou-se ao elevador.

Socialista eleito em Nova Iorque?

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Zohran Mamdani, militante dos Socialistas Democráticos da América, foi eleito em 5 de novembro de 2025 o 111º prefeito de Nova Iorque. Sua vitória, construída com ampla mobilização popular e forte presença nas redes, levou ao centro do debate propostas como congelamento do aluguel, tarifa zero e revisão da atuação policial.

Boletim da UJC – Novembro/2025

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Mãe cria, Estado mata: por um 20 de novembro antirracista e combativo No dia 20 de novembro, é celebrado no Brasil o Dia Nacional da Consciência Negra. Data instituída em 2011 e transformada em feriado nacional em 2023, remete ao dia em que foi morto o líder do Quilombo dos Palmares, Zumbi, no ano de […]

Em defesa da Coreia socialista: combatendo as mentiras da grande mídia ocidental

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Durante décadas, a República Popular Democrática da Coreia tem sido alvo de uma intensa campanha de difamação conduzida pela mídia e pelos governos capitalistas, especialmente os Estados Unidos. Por trás das manchetes sensacionalistas e das caricaturas preconceituosas, esconde-se uma realidade muito diferente: a de um povo orgulhoso, independente e guiado por uma ideologia socialista sólida, que construiu sua nação com base na autossuficiência, na disciplina e na fidelidade aos ideais de Marx, Lênin e Kim Il Sung.

Constituição Federal, 37 anos: um novo Brasil, ou será o mesmo?

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No dia 5 de maio deste ano, a Constituição Federal de 1988 completou seus 37 anos. Nessa data, nos compete pensar se a norma que marcou o retorno à democracia e o fim da terrível ditadura militar conseguiu testemunhar a concretização dos seus mandamentos nessas quase quatro décadas, ou se a sociedade brasileira permanece mais ligada ao passado autoritário.

Por que devemos lutar pelo fim da Polícia Militar?

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As recentes operações policiais no Rio de Janeiro e no Mato Grosso do Sul escancaram o verdadeiro papel da PM: reprimir o povo pobre, negro e indígena para proteger os interesses da burguesia e do agronegócio. Longe de garantir segurança, a militarização produz terror e morte nas periferias e no campo. Neste artigo, analisamos as raízes históricas dessa instituição – herdeira direta da repressão colonial – e defendemos uma segurança pública sob controle popular, civil e voltada à justiça social.