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Viva a Reorganização da UJC na Bahia!!
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Viva a Reorganização da UJC na Bahia!!

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É com imensa satisfação e alegria que informamos o processo de consolidação da União da Juventude Comunista (UJC) no estado da Bahia. Entre os dias 07, 08 e 09 de junho de 2013, os jovens comunistas da Bahia estiveram reunidos em seu Ativo de Organização e Planejamento, concretizando um processo de diálogo e construção das lutas comunistas em nosso estado.

Durante algum tempo militantes de diversas cidades na Bahia mantiveram contato sistemático com a Coordenação Nacional da UJC, dialogando sobre a sua linha político-ideológica, o seu funcionamento interno e as bandeiras políticas defendidas pela Organização. Nesse processo, foi fundamental a nossa participação no II Acampamento de Formação da UJC, realizado no mês de março de 2013 na cidade de Aracaju/SE, uma vez que possibilitou um aprofundamento em nossa formação política, além de ser um espaço de interação com a militância nacional da UJC.

Todo esse processo foi importante para o amadurecimento do nosso entendimento do funcionamento da sociedade do capital e os seus impactos na juventude, como a precariedade e concepção mercadológica da educação, o processo de homogeneização da cultura, o desemprego e subemprego, a criminalização dos movimentos sociais, além da fome, miséria e opressão das camadas populares da juventude. Com esse entendimento, fica clara a necessidade de nos organizarmos para uma transformação revolucionária, construindo uma sociedade com novos modos de relações sociais, de socialização dos meios de produção e cujos princípios norteadores sejam a solidariedade e igualdade – a sociedade socialista. A União da Juventude Comunista (UJC), juventude do Partido Comunista Brasileiro (PCB), se apresenta como o instrumento de luta fundamental para agregar, organizar, formar e construir as lutas comunistas da juventude.

A conjuntura política da Bahia não difere da realidade que temos enfrentado em âmbito nacional. As políticas neoliberais em nosso estado tem se intensificado, em consonância com o projeto desenvolvimentista-burguês do governo federal. O processo de privatização das universidades estaduais; o sucateamento dos direitos sociais, como o transporte coletivo e a saúde pública; a fragmentação da classe trabalhadora e a repressão aos movimentos sociais; o monopólio capitalista da terra, com privilégios ao latifúndio e monocultivo em detrimento dos trabalhadores rurais, campesinos, indígenas e quilombolas; e a descartabilidade dos jovens trabalhadores são apenas alguns exemplos do caráter burguês da institucionalidade baiana, tanto em nível estadual quanto nas diferentes localidades.

Posta essa realidade, o caminho não é outro senão a luta política e ideológica. Temos clareza que as demandas da classe trabalhadora e da juventude não serão atendidas por meio de meras reformas dentro do modelo de sociedade excludente e opressor que é o capitalismo. Apenas com a supressão do capitalismo e construção da Revolução Socialista é que alcançaremos um outro patamar de sociedade, onde inexistam classes sociais antagônicas, opressores e oprimidos.

Dentro dessa perspectiva, a UJC atua, fundamentalmente, em três campos de atuação: movimento cultural, movimento estudantil e jovens trabalhadores. No âmbito do movimento cultural, apontamos a necessidade da construção de uma cultura revolucionária em todos os espaços de atuação. No contexto do estado da Bahia podemos perceber diversas expressões artísticas que são frutos da preservação cultural de povos tradicionais, que se colocam como resistência à cultura homogeneizadora e alienante do capital e também de novas formas artísticas críticas a este sistema e com grande potencial transformador. Neste sentido, atuamos na construção e inserção de espaços que reforçam estas expressões culturais contra – hegemônicas.

Em relação ao movimento estudantil, o nosso foco consiste no fortalecimento do movimento pela base. A organização dos estudantes em grêmios, diretórios acadêmicos e diretórios centrais é de fundamental importância para a concretude das lutas por acesso e permanência estudantil – restaurante universitário, biblioteca, creches, bolsas, residência universitária -, democracia, autonomia, dentre outras. Porém, entendemos que a Universidade não está dissociada da sociedade. Assim, lutamos por um projeto de Universidade que esteja em consonância com as necessárias transformações sociais – a Universidade Popular, uma Universidade que seja construída com a classe trabalhadora e para a classe trabalhadora.

No âmbito local nos colocamos na luta contra o sucateamento das Universidades Estaduais Baianas (UEBAs) que passam ano a ano por inúmeros cortes de verbas; por uma rubrica específica para assistência estudantil; contra a Lei 7176/97 – luta histórica do movimento discente e docente, que fere a autonomia das UEBAs. Colocamos assim, como perspectiva de organização das lutas conjuntas os Fóruns de Estudantes das UEBAs, vendo a necessidade da construção do VI Fórum, e que este tenha uma maior ressonância nas bases.

No mundo do trabalho, atuamos com os jovens empregados, subempregados e desempregados. Lutamos contra os ataques aos direitos trabalhistas (como o ACE – Acordo Coletivo Especial), contra a precarização das condições de trabalho (materializada, por exemplo, na rotatividade dos jovens trabalhadores) e na defesa da consigna “Nenhum direito a menos para a classe trabalhadora. Avançar nas conquistas! Pela redução da jornada de trabalho, sem redução de empregos e salário! Mais e melhores empregos para a juventude”. Para além desses campos de atuação, a UJC atua nas diversas bandeiras denominadas de transversais, como as lutas das mulheres, dos negros e do movimento LGBT. Realizamos lutas nas especificidades desses movimentos, mas entendendo que essas bandeiras estão intrinsecamente relacionadas à luta de classes, uma vez que o preconceito e a discriminação são elementos necessários para o funcionamento da sociedade do capital.

Essas são algumas das lutas que a UJC tem construído no estado da Bahia. Foi com esse entusiasmo e vontade que realizamos o nosso Ativo e reorganizamos a União da Juventude Comunista em nosso estado, definindo, inclusive, um conjunto de ações e atividades que estaremos realizando nesse novo período. A Bahia, portadora de lutas e de comunistas como Jorge Amado e Carlos Marighella, tem em suas terras novamente uma organização de jovens comunistas séria e comprometida com a construção da Revolução Socialista! Convocamos a juventude baiana a se somar nessa construção!

Viva a União da Juventude Comunista!

Viva as lutas comunistas na Bahia!

Ousar Lutar, Ousar Vencer!