c Solidariedade à Venezuela: todo apoio às candidaturas revolucionárias neste 6 de dezembro! Seguir avançando rumo ao Socialismo! – UJC
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Solidariedade à Venezuela: todo apoio às candidaturas revolucionárias neste 6 de dezembro! Seguir avançando rumo ao Socialismo!

Solidariedade à Venezuela: todo apoio às candidaturas revolucionárias neste 6 de dezembro! Seguir avançando rumo ao Socialismo!

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Nota política da Coordenação Nacional da UJC Brasil

A Venezuela está passando por uma grave crise econômica, desencadeada, em grande medida, pelo bloqueio criminoso imposto pelos Estados Unidos e crise no setor do petróleo. Dentro desse contexto, para além do bloqueio e demais sanções, são constantes diversas formas de agressões do imperialismo, tanto estadunidense como de outros países. Diante desse cenário, o país se encontra incapaz de abastecer toda a sua população, embora conte com ricas reservas de petróleo. Além das dificuldades econômicas que o povo venezuelano vem enfrentando, junto à pandemia, que aprofundou a crise sistêmica do capitalismo mundialmente e que já marca mais de 1 milhão de vidas ceifadas por todo o mundo, o que se observa é um grande dispêndio de esforços por parte dos Estados Unidos no sentido de aprofundar a crise na Venezuela e desestabilizar ainda mais o governo de Nicolás Maduro, democraticamente eleito em 2018.

No Brasil, governo Bolsonaro colabora para agravar ainda mais a tensão no continente, reforçando tanto a subserviência ao império ianque como sua posição de subimperialista na América Latina, e, portanto, se posicionando de maneira favorável às agressões à Venezuela. Não menos importantes são as investidas no campo ideológico dentro do contexto brasileiro: devem ser rechaçadas as covardes, vis e desonestas comparações feitas pela imprensa burguesa, em nome de uma democracia em abstrato, colocando Hugo Chávez ou Nicolás Maduro em equiparação à Jair Bolsonaro em uma tentativa de igualar esquerda e extrema-direita. Ademais, são constantes as propagação de mentiras e distorções na mídia sobre o sistema de governo, partidário e eleitoral venezuelano. Tais manifestações além de terem como objetivo promover uma campanha difamatória sobre a participação popular na disputa política interna do país, escondem o fato de que a Venezuela, apesar da Revolução Bolivariana e de seu governo mais à esquerda, não é um país plenamente socialista e sofre com as contradições impostas pelo capitalismo.

Há que se destacar que a ação do imperialismo não é a causa única dos principais problemas que hoje atingem os trabalhadores venezuelanos. O conteúdo da crise é também fruto do esgotamento e contradições do processo particular de acumulação do capital na Venezuela, a dependência quase exclusiva das receitas do petróleo e apropriação privada das mesmas, a multiplicação das importações, o desmonte do aparelho produtivo nacional, a fuga de capitais, o crescimento da dívida externa e o avanço de um regime fiscal e tributário regressivo.

No grave momento de ofensiva capitalista sobre as vidas da classe trabalhadora em todo o mundo, não devemos abrir brechas para posturas vacilantes frente ao imperialismo. Porém, da mesma maneira, urge confrontar as compreensões abstratas e idealistas em relação à consolidação da soberania nacional que por vezes se colocam dentro do próprio movimento antiimperialista. Qualquer concessão à burguesia latinoamericana, no estágio superior de desenvolvimento do sistema capitalista, é também uma concessão ao imperialismo.

A saída, portanto, não pode ser outra que não enfrentar, definir e acumular forças para avançar, visando mudar o rumo da política econômica e construir nova correlação de forças para uma solução revolucionária.

Por isso, mais uma vez estendemos nosso apoio, camaradagem e solidariedade à Juventude Comunista da Venezuela (JCV), ao Partido Comunista (PCV) e suas candidaturas lançadas pela Alternativa Popular Revolucionária, que têm sofrido a censura e o silenciamento dos meios de comunicação na Venezuela, ao mesmo tempo que às candidaturas do governo e mesmo da direita são concedidas entrevistas e participações em programas de opinião, violando a legislação de processos eleitorais na Venezuela. A construção de candidaturas revolucionárias pela APR é uma iniciativa de caráter amplo, unitário, anti-imperialista, que assume para si um Programa de Luta, que busca superar o capitalismo venezuelano e sua crise interminável. A APR aponta para além do momento eleitoral, pautando não só a defesa intransigente dos interesses populares como princípio fundamental, mas sim a preparação de contra-ofensiva da classe trabalhadora e juventude.

As candidaturas lançadas pela Alternativa Popular Revolucionária é um passo fundamental da juventude e trabalhadores para o avanço no caminho revolucionário venezuelano, rumo à vitória final!

Solidariedade ao povo venezuelano!

Todo apoio aos comunistas e à Alternativa Popular Revolucionária!

Comissão de Assuntos e Relações Internacionais

União da Juventude Comunista UJC-Brasil