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Sobre as eleições para o DCE na UFRGS
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Sobre as eleições para o DCE na UFRGS

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Com a chegada das eleições para o DCE na UFRGS, vimos a necessidade de expor alguns debates com o fim de avançar na discussão sobre a organização estudantil.
Primeiramente, fazemos o resgate do ano de 2016 em que estivemos à frente da gestão do DCE ao lado de outras organizações companheiras de luta. Os critérios para entrar em uma chapa de DCE foram, àquela época: 1) Construção de um programa combativo, anticapitalista e com caráter de resistência aos ataques dos governo; 2) Estar em uma unidade forjada nas lutas diárias dos estudantes e que refletisse não só uma unidade entre organizações, mas entre o conjunto de estudantes onde estávamos inseridos tocando luta.
Para a UJC, não é e nem foi dicotômico em momento algum a participação em uma gestão de DCE e o trabalho de base diário dentro e fora da universidade, com estudantes e trabalhadores. Assim como tal trabalho não é dicotômico à nossa atuação em Centros e Diretórios Acadêmicos, em frentes, blocos e coletivos. Pelo contrário, para nós, a organização estudantil nessas ferramentas deve ser resultado de uma militância diária que virá a conformar unidade em torno de um programa de educação defendido através dessas ferramentas estudantis.
Entretanto, fazemos a avaliação de que neste último ano, em muitos momentos, o DCE não conseguiu expressar ou estar ligado a essa unidade do movimento estudantil. É importante colocar aqui que não estamos jogando as críticas ao vento. Partem de nós essas críticas pois nos vemos também responsáveis pela má atuação do DCE no último ano e, por isso mesmo, fizemos essa reflexão que veio a resultar em nossa posição sobre as eleições para o Diretório Central nesse ano de 2017.
Em 2017, a União da Juventude Comunista não estará compondo nenhuma chapa que disputará as eleições para o Diretório Central de Estudantes da UFRGS.
Muitos questionarão sobre a necessidade de estarmos unidos em resistência aos duros ataques que o governo e o empresariado lançam contra o ensino público e o nosso povo. Nossa resposta é que olhando para as mobilizações no último período, em que centenas de estudantes estiveram atuantes e organizados, atestamos que essa resistência infelizmente não passou por dentro do DCE. E é por isso mesmo que optamos por fortalecer a organização estudantil pela base, nos Centros e Diretórios Acadêmicos, nos coletivos que compomos nos cursos e que tocam as lutas gerais do movimento estudantil (à exemplo do Coletivo de Mulheres da UFRGS) e através da construção do MUP – Porto Alegre – a nossa aposta para unificar o movimento universitário com os movimentos populares, na busca por um modelo de universidade que sirva aos interesses do povo trabalhador.
Tal decisão não significa que nos isolaremos do processo eleitoral para o DCE ou que damos menos importância para essa ferramenta. Significa que nossa prioridade no próximo período será estar organizando a resistência estudantil nos espaços que estamos presentes, pautando lutas que apontam para outro modelo de educação e sociedade: contra os cortes na assistência estudantil e na pesquisa; contra a privatização do ensino e dos serviços públicos; por moradia, alimentação, cultura e lazer para as e os jovens trabalhadores; e pela unificação real do movimento universitário contra as reformas anti-trabalhadoras do governo ilegítimo de Michel Temer.
Saudações comunistas!