c Sobre a determinação da justiça sobre “retorno” das aulas nas escolas ocupadas na cidade de Campos-RJ – UJC
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Sobre a determinação da justiça sobre “retorno” das aulas nas escolas ocupadas na cidade de Campos-RJ

Sobre a determinação da justiça sobre “retorno” das aulas nas escolas ocupadas na cidade de Campos-RJ

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É inegável que vivemos um momento único na história das lutas populares em nosso estado e a juventude merece um capitulo especialmente para ela em toda essa grande epopeia. Do fermento que a juventude foi para a greve dos profissionais da educação a juventude assumiu papel protagonista de seu próprio destino e iniciou sua mobilização. Como que de repente, iniciou uma onda de ocupações ainda em ascensão que demonstraram o desejo de luta e de determinação para a sociedade e para o governo. Aqui em Campos fui testemunha ocular dessa história e vi surgir pelo desejo de vitórias reais para a educação e a força dos que não se cansam, jovens estudantes iniciarem a sua organização para além de suas escolas criarem a União dos Estudantes de Campos e em uma semana e meia ocuparem 7 escolas de maneira organizada e conscientes do que faziam.

Toda essa combatividade não pode ser aceita pelas autarquias, burocracias e pelas elites econômicas que querem frear essa verdadeira revolta de amplos setores sociais. Tentar abafar a chama mais vibrante que é a juventude é o que está no calendário do governo e seus agentes. Desde o início representantes da secretaria foram a todas as ocupações de escola para “convencê-los” a não ocupar e ouviam um firme e forte NÃO.

Percebendo a determinação do movimento dos jovens da UEC iniciou se uma indistinta caça as bruxas. Boatos atrás de boatos para criminalizar a entidade dos estudantes surgiram curiosamente e insuspeitadamente para tentar manchar a legitimidade de sua luta e sua combatividade… Tudo isso foi respondido por eles com maior coesão dos comandos de escola e de divulgação de suas intenções pela educação para todos nós que nos interessamos pela sua luta.

Mas agora agentes do governo e a justiça nos ofendem e querem nos dar atestado de ignorantes. Tendo sido derrotados da reintegração de posse das escolas, querem fingir não compreender o que é uma ocupação e determinam, através de um processo frankstein, que envolve escolas ocupadas e não ocupadas, uma decisão de que as direções das escolas devem garantir cômodos das escolas que não estejam ocupados para que os fura-greves continuem a dar suas “aulas” de como não ser solidário nem coerente, visando esvaziar o sentido das ocupações.

Não sei qual será o desfecho dessa história. Não sei o que será definido pelos alunos, nem como reagirá o comando de greve dos professores quanto a isso, mas uma coisa posso assegurar: não deixarei de prestar toda solidariedade e apoio a luta dos estudantes que em momentos com algumas de suas ações me representaram bem mais que colegas de categoria. Essa instrumentalização da justiça para fazer política está sendo a grande arma dos setores conservadores no país, mas nós não vamos deixar passar!

Não Passarão!
A educação vai vencer!
A situação é grave, a saída é a greve!
Todo apoio a UEC!”

Texto e Imagem em destaque: Leonardo C. – Coordenador Nacional da UJC