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Nota Oficial da Coordenação Nacional da UJC Pela Unidade da Juventude Contra o Retrocesso: Fora Temer
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Nota Oficial da Coordenação Nacional da UJC Pela Unidade da Juventude Contra o Retrocesso: Fora Temer

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NOTA OFICIAL DA COORDENAÇÃO NACIONAL DA UJC

Vivemos um momento de profundas mudanças no cenário político brasileiro, com o impeachment da presidenta Dilma Roussef, formalizado e instrumentalizado a partir de manobras judiciais espúrias, ilegais e sem fundamentos jurídicos, que para ser concretizado, contou com um pacto formado pelo imperialismo, pelos monopólios da mídia, pelo parlamento mais conservador desde 1964, pelo judiciário e pela burguesia nacional.

Antes vivíamos um pacto de classes promovido pelo governo PT, a insustentabilidade deste pacto e a necessidade dos grandes monopólios em acelerar o ajuste fiscal em um momento que o cenário econômico se encontrava em estagnação com os níveis de crescimento econômico decrescendo nas previsões dos economistas, fez com que a burguesia e o imperialismo optassem pela Ponte para o Futuro ao invés da Agenda Brasil.

Temos plena certeza de que a subida de Michel Temer ao posto de Presidente da República representa um retrocesso real para a classe trabalhadora e para todas as classes populares, pois tal governo é a expressão institucional de uma reorganização no bloco burguês a partir de uma radicalização do neoliberalismo e de uma associação consideravelmente mais submissa aos interesses do imperialismo norte-americano.

Se no período anterior o modelo de dominação burguesa estava pautado por uma perspectiva de consenso ampliado, que visava integrar de modo apassivador os setores populares por meio do consumo; o atual se pauta pela perspectiva de um consenso restrito entre os diferentes setores da burguesia e os setores abastados e reacionários da chamada “classe média”, sendo destinado ao proletariado, campesinato e demais setores populares não mais uma política de conciliação apassivadora, mas uma política de coerção aberta no sentido de garantir a ordem sob um regime que, para se manter, terá que aumentar a exploração de todos os trabalhadores.

É nesse sentido que o atual governo e suas representações locais lançam uma ofensiva contra a classe trabalhadora e a juventude, buscando implementar medidas como a PEC 241, que promove o congelamento dos gastos públicos, inviabilizando que sejam ampliados os investimentos em saúde, educação, segurança e funcionalismo, mas que segue garantindo o pagamento pontual da impagável dívida com os banqueiros; a reforma trabalhista, que visa retirar os direitos mais básicos dos trabalhadores, como os direitos de férias, décimo terceiro salário e jornada máxima de 44 horas semanais; a reforma da previdência, que na prática vai extinguir o direito de aposentadoria de muitos brasileiros, os quais não viverão o suficiente para gozar de tal direito.

As grandes corporações internacionais já apontam para uma das nossas maiores riquezas: o pré-sal. A nomeação de José Serra (PSDB) para o cargo de ministro das Relações Exteriores, demonstra a perspectiva de entregar todas nossas reservas petrolíferas ao estrangeiro. Inibindo o potencial industrial do Brasil no refino do petróleo, sua autossuficiência energética e na produção dos seus derivados; e golpeando diretamente a perspectiva da soberania nacional.

A reforma ministerial do atual governo demonstra bem quais serão suas pretensões, o protofascista Alexandre de Moraes, ilegítimo ministro da Justiça, já declarou que a sua pretensão é criminalizar os movimentos sociais, a juventude e os setores organizados do povo brasileiro. Para garantir o ajuste fiscal e os altos lucros dos monopólios, o governo Temer escolheu bem quem irá garantir na violência e na repressão esses interesses.

Nós da UJC conclamamos a juventude brasileira a cerrar fileiras em unidade firme contra essas medidas e outros retrocessos que ameaçam condenar gerações de trabalhadores brasileiros. É o momento de se fortalecer as frentes de articulações dos movimentos populares, sindicais, do campo e da juventude. A construção da Frente Povo Sem Medo e da Frente de Esquerda Socialista são articulações que a UJC promoverá na construção da necessária unidade política.

A luta política no Brasil se confunde com a luta política a nível internacional, a solidariedade aos povos que lutam contra o imperialismo será fundamental nesse momento, solidariedade principalmente com o povo venezuelano que passa por uma tentativa de golpe com ingerência estrangeira, antes mais do que nunca vai ser determinante o internacionalismo proletário. Por isso, é fundamental massificarmos a inserção da Federação Mundial das Juventudes Democráticas (FMJD), denunciando o que ocorre hoje no Brasil e nos solidarizando com os povos do mundo, sobretudo os da América Latina, que se encontram sob a mira raivosa do imperialismo.

Fora Temer

Contra a Ponte para o Futuro

Contra a PEC 241

Contra a entrega do pré-sal

Pela unidade da juventude trabalhadora!

Coordenação Nacional da UJC – Brasil