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Pela Redução dos Preços dos Combustiveis
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Pela Redução dos Preços dos Combustiveis

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Por: UJC Bahia

Após a derrubada do governo de conciliação de classes com o golpe em 2016, foi iniciada uma feroz ofensiva contra a classe trabalhadora em nosso país. O governo ilegítimo de Temer, com apoio do congresso, do judiciário e do monopólio midiático, vem aprovando uma agenda regressiva para o país e para a nossa classe. O objetivo deles é que, mesmo com a crise, os empresários consigam manter seus lucros gigantescos a todo custo. O resultado disso são 28 milhões de desempregados, salários diminuídos, direitos trabalhistas reduzidos, cortes na saúde e educação pública, privatizações e o constante aumento do custo de vida.

Desde o dia 21 de maio, caminhoneiros de todo o Brasil bloquearam as principais rodovias do país. Entre as pautas do movimento estão a redução da tarifa de combustível, aumento do repasse do frete em 40% e a isenção nos pedágios dos eixos suspensos. Para compreender algumas questões, como a diversidade dentro desse movimento, é preciso destacar alguns elementos dessa categoria. A CNI elaborou um relatório em 2016 que apresentou que 70% dos caminhoneiros no Brasil são autônomos, e que destes, 62% pagaram empréstimos durante 5 anos para comprar o seu principal meio de trabalho.

Com condições de trabalho extremamente precárias, seria inevitável que essa categoria se rebelasse contra o aumento descabido do preço dos combustíveis, resultado de uma nova política adotada pelo atual governo que regula os valores com base no mercado internacional. No entanto, parte dessa rebeldia está sendo capitalizada pela direita e por movimentos pró intervenção militar.
Essa nova política de preços é apenas parte das ações entreguistas desse governo, que intensifica o sucateamento das setores públicos estratégicos num preparo para a sua privatização. Na Petrobrás, a forma encontrada para garantir o lucro do mercado foi a redução da produção nacional e o aumento da importação de combustíveis, que não gera aumento apenas no produto dos postos, mas em toda carga que é transportada nas rodovias: ou seja, quase tudo.

Essa é uma das principais reclamações dos petroleiros, que em apoio às reivindicações dos caminhoneiros e contra o desmonte da Petrobras encaminharam uma greve de 72h. A categoria exige: a redução do preço dos combustíveis, a manutenção dos empregos, a retomada da produção nas refinarias, o fim das importações de derivados do petróleo e a demissão de Pedro Parente, responsável, junto com Temer por essas políticas.

Nesse momento é preciso reconhecer que os ataques contra a classe trabalhadora são cada vez mais fortes. Quando a manutenção da vida se torna uma tarefa cada dia mais cara e árdua, a luta contra o aumento das tarifas de combustíveis é mais do que legítima. Nesse momento é necessário o fortalecimento de uma alternativa revolucionária para organização da classe. É uma tarefa da esquerda revolucionária, popular e democrática, em unidade, apontar os perigos que se apresentam com a armadilha da intervenção militar.

Reforçando o conjunto de ataques, a juventude enfrenta uma ausência de futuro, sendo a maioria na fila dos desempregados, além de conviver com os cortes na educação e cultura. E não devemos esquecer da quantidade de jovens que foram mortos e torturados durante a Ditadura Militar no Brasil, isso demonstra que essa não deve ser uma alternativa da classe trabalhadora.

Por isso, nós da União da Juventude Comunista, na Bahia, convidamos as forças de esquerda para fortalecer esse momento de resistência e também repudiar o governo de Rui Costa, que mais uma vez respondeu ao movimento de trabalhadores com a força repressora, colocando as Forças Armadas para retirar os bloqueios nas estradas do estado.

PELA REDUÇÃO DO PREÇO DOS COMBUSTÍVEIS!
PELA ESTATIZAÇÃO DE SETORES ESTRATÉGICOS!