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O genocídio da população negra é serviço essencial para o governo Witzel
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O genocídio da população negra é serviço essencial para o governo Witzel

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Em meio à pandemia da COVID-19, aprofundada no Rio de Janeiro pela desigualdade social, pela crise no sistema de saúde pública decorrente de anos de sucateamento, e pela falta de uma política efetiva de garantia do isolamento social, o governador ex-juiz Wilson Witzel (PSC) deixa escancarado qual o principal serviço essencial do governo do Estado: As operações policiais.

Se no ano passado, o governador bateu recordes de assassinatos nas incursões nas favelas do RJ, no ano de 2020 Witzel e a polícia militar vêm se dedicando a se superar mais uma vez. No dia 16 de Março, Witzel decretou estado de emergência e enfatizou no discurso a importância do isolamento social, porém, foram registrados de meados de Março, até o dia 9 de Abril, a realização de 110 operações da PM e da BOPE, número maior do que os notificados no ano passado, onde o Estado não enfrentava uma pandemia, e os números seguem aumentando. A PMERJ tem realizado em média 5 operações por dia. Só no dia 7 de Abril, 16 operações foram realizadas espalhadas por todo o território do Rio de Janeiro, tendo também aumentado de forma gritante o número de baleados e mortos em relação ao mesmo período no ano passado. Foram até o dia 9 de março, 53 feridos pela polícia, um aumento de 60% em relação a 2019, em contrapartida, o número de apreensões de armamento por exemplo, caiu em 85% porcento em relação ao ano passado, mostrando a ineficácia de todo esse genocídio orquestrado nas favelas cariocas.

Esses números estão aumentando em níveis catastróficos e os relatos dos moradores e dos movimentos sociais são desesperadores. Na última sexta-feira, houve 12 mortes no Complexo da Alemão, no dia 17 foram cerca de 14h de incursão ininterruptas no Complexo de Manguinhos. Na Maré a ONG Redes da Maré, precisou interromper a entrega de cestas básicas e kits de limpeza por conta da invasão do Bope no território, e as histórias se repetem na Mangueira, Jacaré, Vila Aliança, Cidade De Deus, Morro do 18, Chapadão, Salgueiro e em diversas outras favelas do Rio de Janeiro, tendo relatos de invasão a casa de famílias, agressões a moradores e as mais diversas arbitrariedades, geradas não por despreparo policial, mas sim por um exército de guerra treinado e preparado para matar e violar os direitos humanos dos moradores das favelas do Rio de Janeiro. Temos uma polícia militar que atua utilizando a tática dos exércitos de Israel, um dos exércitos mais genocidas de todo o mundo.

Todas essas ações deixam claro que para o governo Witzel, só uma parcela da população tem direito a se proteger do vírus da COVID-19 e realizar isolamento social. Como se já não bastasse a guerra imposta nesses territórios, o governo não se preocupa em dar auxílio financeiro às famílias mais necessitadas (sabemos que muitas delas tiveram direito negado ao auxílio emergencial do Governo Federal) fazendo com que vários cidadãos sejam obrigados a ir às ruas trabalhar para não passar fome. ONG’s e movimentos locais cumprem o papel do Estado distribuindo cestas básicas e kits de limpeza aos moradores, e em muitos territórios como de praxe, sequer água o governo tem garantido para as moradias. Como se não bastasse, o governo Witzel não move um dedo para melhorar as condições das UPA’s que se encontram em situação de calamidade total, sem condições materiais de atender a demanda dos caso de COVID-19 no Estado. A classe trabalhadora do Rio de Janeiro está largada pelo Estado e não tem nenhum tipo de ajuda institucional para se proteger, e os índices de contaminação e mortes não param de subir em consequência disso. A pandemia escancara a face mais cruel da política genocida do governo Witzel e de sua polícia assassina.

Mais do que nunca é o momento de todos os movimentos sociais, associação de moradores, jornais comunitários e toda e qualquer organização coletiva intensificarem suas denúncias e se articularem para mostrar ao Brasil e o mundo todo o caos e barbárie que tem sido propagado pelo governador ex-juiz Wilson Witzel e sua máfia. Precisamos chamar atenção dos órgãos de direitos humanos, organizar campanhas contra o genocídio da população negra, e a violação dos direitos humanos e das orientações da Organização Mundial Saúde (OMS) para o combate à pandemia da COVID-19.
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  • Pelo fim do genocídio e da criminalização da juventude negra e favelada!
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  • Vida acima dos lucros!
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    União da Juventude Comunista – Rio de Janeiro