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Nota de Apoio aos Trabalhadores da Segurança Patrimonial da UEFS e de Toda a Bahia
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Nota de Apoio aos Trabalhadores da Segurança Patrimonial da UEFS e de Toda a Bahia

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Via Núcleo da União da Juventude Comunista de Feira de Santana

Em dias de avanço do projeto neoliberal e de ataque do governo ilegítimo de Michel Temer, Feira de Santana apresenta algumas das faces das contradições das contradições do capital. A precarização do trabalho e da vida.
Os trabalhadores e trabalhadoras da segurança patrimonial entraram em greve em todo o Estado. Os Governos de Rui Costa do Partido dos Trabalhadores junto com os patrões das empresas insistem em manter essa categoria em condições de extrema exploração e os expondo às negociações “debochadas”, para usar palavras do próprio sindicato.
Segundo o SINDIVIGILANCIA, os patrões até sua 9ª Jornada de negociações mediadas pelo Ministério do Trabalho (31/05), não chegaram nem a arranhar a pauta de aumento salarial e a garantia da empresa de não exigir trabalho extra nas folgas ou jornadas de 12 horas. A empresa que ganha 6.000 reais por funcionário repassa a esses últimos o valor de 1.002 reais. Esses mesmos patrões ofereceram o aumento de 1%, ou seja, 10 reais. Os trabalhadores e trabalhadoras seguem em luta e em um crescente processo de radicalização, realizando piquetes, fechamento de agências bancárias, órgãos públicos e universidades, retirando os companheiros de trabalho de seus postos, esses que muitas vezes permanecem trabalhando por medo de perderem seus empregos. Os trabalhadores terceirizados de segurança estão em mobilizados em todo o Estado da Bahia.
A UEFS tem sua peculiaridade. Durante a greve da categoria a empresa pressionou os trabalhadores para que voltassem aos postos de trabalho. Não há muitas informações sobre quais mecanismos foram utilizados, o fato concreto é que os seguranças da UEFS retornaram aos postos no dia 29/05, mas a categoria se manteve em greve no restante da Bahia. No dia 31/05/17 mais de mil vigilantes acompanharam negociações na SRTE e viram os patrões insistindo no cinismo. Decidiu-se então que o movimento paredista continua. Através do piquete, os trabalhadores, aqui em feira de Santana foram retirados dos seus postos de trabalho e a UEFS foi fechada.
A União da Juventude Comunista- Feira de Santana expressa todo apoio a categoria! Somente unificados, resistindo e em luta é que os trabalhadores conseguirão garantir seus direitos e conquistar melhores condições de trabalho e de vida. Fazemos coro também as vozes que exijam da administração central um posicionamento favorável a esses trabalhadores e trabalhadora explorados. Além de apoio, faz necessário encarar essa situação como uma expressão do projeto de precarização do trabalho que só tende a piorar no horizonte próximo. Os lutadores e lutadores da Bahia, Feira de Santana e do Brasil precisam olhar para esses trabalhadores e reforçar o caldo organizativo para barrar os ataques a nossa classe.

Todo apoio aos trabalhadores da segurança patrimonial da UEFS e da Bahia!

Pelo Poder popular!
Ousar lutar, ousar vencer!