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Nota Contra o Aumento da Tarifa de Ônibus em São José dos Campos

Nota Contra o Aumento da Tarifa de Ônibus em São José dos Campos

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Acompanhando a tendência de seus iguais, Felício Ramuth (PSDB) segue prejudicando o povo joseense com suas medidas impopulares. Dessa vez, desde o dia 27 de abril, as tarifas de ônibus passaram a custar R$ 4,10 — sofrendo um reajuste de 7,89% — pesando ainda mais nos ombros do trabalhador.
Na cidade, as passagens superam os valores da maioria das capitais do país, inclusive São Paulo, onde as tarifas se mantiveram em R$ 3,80. O custo em São José fica atrás apenas de Recife, Curitiba e Brasília, onde custam R$ 4,40, R$ 4,10 e R$ 5,00, respectivamente.
Segundo a prefeitura e as empresas de ônibus tal aumento se dá por diversos motivos: aumento nos gastos, combustível, inflação, etc. Contudo, tais custos e contas não estão disponíveis no Portal da Transparência de SJC. Qualquer medida do tipo deveria estar sendo fortemente fiscalizada, o que não está ocorrendo. Dessa forma, esse aumento, sem justificativa alguma, é um ataque direto à população, que deve se defender.
A UJC defende que o transporte seja um direito de toda a população, assim como o direito a participar da cidade, apoiando a ideia do passe livre. Hoje, nossa prefeitura age apenas em defesa de tais corporações, mesmo que seja necessário prejudicar o povo para isso. Prova disso é a recente isenção de imposto concedida as empresas de ônibus, proposta pelo governo anterior, continuada pelo prefeito Ramuth e pela Câmara dos Vereadores. Esperava-se assim um menor reajuste nas tarifas, o que não ocorreu.
Apesar desse corte na arrecadação, defendem que não há como subsidiar as passagens ou agir mais diretamente em defesa da população, pois isso “geraria gasto para administração”. Cumpre-se aqui o que já foi dito por Marx e por todos os marxistas após ele: “O Estado Moderno não passa de um balcão de negócios da burguesia”.
Assim, criticamos a medida do prefeito e das empresas de transporte, que deveriam, acima de tudo, servir a população, especialmente o primeiro. A pressão popular se faz cada vez mais necessária para barrar os ataques do capital contra o povo, em âmbito municipal, estadual e federal. Os trabalhadores e todos, usando ou não do serviço, devem manifestar sua insatisfação com a situação atual, não deixando que esses golpes continuem sem resposta. Precisamos de um povo combativo para frear a cessão de nossos direitos.
O transporte deve estar na mão de quem o usa! Mais transparência e menos regalias para as empresas! Estatização e passe livre! Pelo controle dos transportes na mão do povo!
“O revolucionário verdadeiro é guiado por grandes sentimentos de amor.” E. ‘Che’ Guevara, 1965