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NOSSO 1º DE MAIO É DE LUTA!
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NOSSO 1º DE MAIO É DE LUTA!

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Neste 1º de Maio de 2013, Dia Internacional de Luta dos Trabalhadores, a União da Juventude Comunista, saúda, em memória dos Mártires de Chicago e de todos aqueles que tombaram no combate em defesa dos direitos da classe trabalhadora e conclama organizações e movimentos sociais e populares a endossarem as fileiras da luta por novas conquistas e pela construção de uma sociedade sem explorados e exploradores.

Na atual conjuntura, esse chamado se adensa em importância em virtude da crise pela qual atravessa o sistema capitalista, que deixa cada vez mais explícitas suas contradições, avolumando seus efeitos, tanto nos países centrais quanto nos periféricos. Como resultado, assistimos à ampliação dos ataques aos direitos trabalhistas, a redução de recursos estatais nas esferas sociais, o desemprego em massa, o aumento de investidas imperialistas em áreas consideradas estratégicas, na produção de recursos energéticos e de mercado e o aumento da degradação do meio ambiente; bem como da exploração da força de trabalho através de diversos mecanismos.

Em sua face mais assombrosa, a crise de superprodução e super acumulação do capitalismo desembocam nas guerras imperialistas, carros-chefes da barbárie que leva o sofrimento a milhões de trabalhadores em todo o mundo, gerando pobreza e desemprego ao submeter os povos à lógica da expansão da atividade comercial dos monopólios, da divisão dos mercados e do controle das fontes de riqueza.

Não deixamos, contudo, de chamar a atenção para o fato de que a juventude oriunda do proletariado dos países centrais do capitalismo também são vítimas da política belicista desenvolvida por estes, que vêem as guerras não apenas como um meio para alavancar sua indústria bélica e dela extrair volumosas divisas, mas também como uma excelente oportunidade de queimar todo esse contingente de mão-de-obra excedente. Pois para o capital, é mais vantajoso um jovem morto no campo de batalha num país distante, do que reivindicando melhores condições de vida em sua terra natal.

No Brasil, assistimos incidir pesadamente sobre a juventude os efeitos da crise economia de mercado, notadamente o desemprego. Estima-se que 25% dos brasileiros entre 18 e 25 anos não trabalham nem estudam. Isto significa 5,3 milhões de jovens – índice que sobre para 7,2 milhões se forem contabilizados aqueles que ainda procuram alguma ocupação.

Tal situação é ainda mais grave entre os de renda mais baixa: dentre os de rendimento familiar de até R$ 77,75 mensais, a cifra dos que não trabalham nem estudam chega a 46,2%. Sem contar a disparidade regional: nas regiões Norte e Nordeste, passam de 25% os que se encontram em tal situação, contra 13% no Sul e 16,8% no Sudeste.

Se no caso da Europa, essa realidade pode ser atribuída à crise econômica, o mesmo não serve para o Brasil, ao menos se levarmos em consideração o discurso oficial que divulga taxas de crescimento da economia que giram em torno de 3,5%.

A esta situação, se somam as sistemáticas investidas dos aparelhos repressivos de Estado sobre nossa juventude; haja vista o vertiginoso crescimento da população carcerária brasileira nas últimas décadas, a desmedida violência aplicada sobre a população pobre e periférica, em ações muitas vezes chamadas de “pacificadoras”; tudo isso acompanhado de um sistemático processo de criminalização da pobreza cotidianamente reforçado pelos meios de comunicação de massa.

Como expressão mais recente dessa linha de pensamento é a defesa escancarada da redução da maioridade penal pelos setores mais conservadores da sociedade brasileira; medida esta que, além de não eliminar os elementos sociais causadores da criminalidade, desvia o foco do problema direcionando-o para os seus efeitos, esquecendo-se que uma de suas principais causas é justamente a privação das garantias sociais a toda uma geração crianças e adolescentes.

Tudo isso evidencia que é preciso não se render às ilusões de medidas paliativas que, temporariamente, amenizam os efeitos da crise econômica e procuram ofuscar as causas reais dessas contradições, intrínsecas ao próprio modo de produção capitalista; como por exemplo, a promessa da garantia do pleno emprego mediante a ampliação do acesso ao ensino técnico e à educação superior. Estas e outras armadilhas ideológicas do capital precisam ser prontamente enfrentadas. E assim o faremos lutando por uma educação verdadeiramente popular, comprometida com a construção de um novo modelo de sociedade.

Diante dessa conjuntura, a União da Juventude Comunista não vê alternativa para os jovens – e para toda a humanidade – que não seja com o fim deste sistema baseado na exploração.O que exige a organização dos jovens em seu local de estudo, de moradia ou de trabalho em torno de uma bandeira de luta combativa, classista e revolucionária que não restrinja seu horizonte a conquistas imediatas, mas que tenha como rumo a superação do capitalismo e a construção do socialismo, na perspectiva do comunismo.

Viva o Primeiro de Maio!

Viva a Luta dos Trabalhadores e das Trabalhadoras!

União da Juventude Comunista – 1º de Maio de 2013.