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Nenhuma residência a menos: a luta dos estudantes na resistência contra o fechamento da Residência Estudantil Universitária “Castelo” na Universidade Federal do Ceará
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Nenhuma residência a menos: a luta dos estudantes na resistência contra o fechamento da Residência Estudantil Universitária “Castelo” na Universidade Federal do Ceará

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Por: União da Juventude Comunista-Ceará

O conjunto de ataques contra os direitos da classe trabalhadora e da juventude levado à frente pelo governo de Michel Temer mostra mais um de seus efeitos na Universidade Federal do Ceará, em Fortaleza.

Os sucessivos cortes de verba da Educação Pública, realizados também no governo Dilma, tornam-se ainda maiores com os efeitos da recém aprovada PEC do Teto dos Gastos Públicos, que congela por vinte anos a verba destinada a Saúde e Educação. Seus efeitos já podem ser sentidos em várias universidades do Brasil, que possuem verba apenas até setembro¹. A UFRJ, por exemplo, sofre de uma séria crise financeira, impossibilitando assim a Universidade de pagar os trabalhadores responsáveis pela limpeza dos campi² e até mesmo de pagar a energia elétrica dos prédios. O reitor da UFPA, Emmanuel Tourinho, chega a afirmar que as universidades não terão mais verbas para pagar despesas como vigilância, limpeza e bolsas para os estudantes.

Nesse cenário, a Universidade Federal do Ceará (UFC), que orgulha-se de ser uma das melhores universidades do Brasil, decide fechar Residências Universitárias, que já sofrem de uma estrutura precarizada. A Residência “Castelo” teve sua manutenção, incluindo reparo e limpeza, suspensa pela Universidade, que deixou de pagar até mesmo a conta de internet da casa, que está sendo custeada pelos próprios estudantes. A Administração Superior da UFC há meses vem oferecendo um auxílio moradia para os residentes deixarem a casa e, também, para os estudantes na lista de espera, isentando a universidade da responsabilidade com os estudantes. Além disso, este auxílio, que funciona como uma forma de injetar dinheiro público na iniciativa privada, começou a ser oferecido em 2014 como medida paliativa, mas a realidade é que vem se tornando uma política da Reitoria, que não conclui as três residências estudantis em construção ou reforma apesar da enorme lista de espera dos estudantes que precisam dessas vagas.

Com isso, surge o movimento de resistência na residência Castelo, que pauta a não retirada dos estudantes que já moram lá, bem como a manutenção das residências universitárias, uma vez que esta é uma importante política de assistência estudantil. Na última segunda-feira, dia 14 de agosto, a Reitoria pretendia retirar todos os móveis da casa, mas após pressão dos estudantes, os móveis foram mantidos e a residência não foi desativada, afim de que possa ser encontrada outra solução que não torne ainda mais vulnerável a situação dos estudantes que precisam dessa assistência para manterem-se na Universidade.

A luta pela manutenção das Residências Universitárias deve andar em conjunto com a luta por um novo modelo de Universidade, uma Universidade Popular, que de fato priorize as necessidades dos estudantes, que em sua maioria não têm condições de se manter, e também as reais necessidades da classe trabalhadora; aberta não somente no discurso, mas na prática, de forma que, como dizia Che Guevara, a Universidade possa se pintar de povo.

A União da Juventude Comunista – UJC Ceará apoia e constrói este movimento de resistência. Somente com a organização da juventude e da classe trabalhadora em torno da construção de um novo modelo de sociedade e por um novo modelo de Universidade conseguiremos, de fato, impedir a retirada de direitos e construir o Poder Popular.

Nenhuma Residência a Menos!
Ousar lutar por uma Universidade Popular!
Juventude que ousa lutar, constrói o Poder Popular!

¹http://agenciabrasil.ebc.com.br/educacao/noticia/2017-08/universidades-federais-dizem-que-so-tem-dinheiro-para-manutencao-ate

²http://educacao.estadao.com.br/noticias/geral,situacao-financeira-da-ufrj-e-dramatica-diz-reitor-recem-eleito,1693060