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Manifesto por uma Educação Popular – CONUBES 2013
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Manifesto por uma Educação Popular – CONUBES 2013

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Educação Burguesa X Educação Popular

O Ensino Básico e Médio no Brasil, ao longo dos anos, vêm se caracterizando como um importante instrumento de manutenção do Capitalismo e sua lógica de mercado. De forma clara, o Estado brasileiro, atendendo aos interesses da burguesia, divide a educação em duas partes: por um lado, as Escolas Públicas têm como finalidade formar o futuro trabalhador precarizado, capaz de dominar as técnicas e conhecimentos básicos para o mercado de trabalho, retirando ou menosprezando em seu currículo escolar, disciplinas que levem a uma reflexão e crítica sobre a atual sociedade. É esta a função da Educação para os filhos da classe trabalhadora: formar trabalhadores flexíveis! Por outro lado, é destinada à Juventude burguesa, uma formação ampla, que confere habilidades a estes jovens a fim de formarem futuros gestores do processo produtivo. É esta a Educação para os filhos da classe dominante: formar aqueles que irão gerenciar e controlar o processo produtivo e a exploração dos trabalhadores.

Diferentemente do que vêm se dizendo, o sucateamento da Educação Pública não tem como indutor aquele ou este governo. Trata-se do modelo capitalista de Educação, que retira do Estado a sua necessidade de investimento na estruturação e formação da juventude. Afinal, qual a função de uma boa biblioteca, laboratório de informática, boa estrutura física, etc, para um ambiente que irá formar apenas um trabalhador? Qual o sentido de se ter bons educadores, com um salário valorizado, se a estes a burguesia predestinou para formar simples trabalhadores?

Não Quero a Educação do Capital! Por uma Educação Popular!

De fato a UJC entende que neste momento histórico, no qual o Capitalismo ainda vigora em nossas vidas, se faz necessária uma Educação que forme o trabalhador para o trabalho. Contudo, queremos mais. Além desta tarefa básica, a Educação deve romper a sua ligação com os ditames do mercado capitalista. Devemos formar jovens capazes de compreender a realidade social, econômica e política, e acima de tudo, construir coletivamente intervenções concretas na realidade, capaz de alterar a ordem das coisas aí colocadas. O ensino deverá ter o papel de elevar da condição de senso comum à condição de senso crítico da nossa juventude, ou seja, retirar a leitura ideológica da burguesia de que o Capitalismo e as coisas do mundo foram, são e continuarão sendo desta maneira. Ao ensino escolar, cabe, por fim, construir um senso crítico na juventude, potencializando as mudanças sociais. É a isto, que a UJC chama de Educação Popular.

Sou Secundarista, Sou Organizado!

Já dizia o poeta Raul Seixas: “…sonho que se sonha só é só um sonho/sonho que se sonha junto, é realidade…”

Erram aqueles que afirmam que as mudanças vêm de ações individuais. Sabemos claramente que somente a unidade, que o coletivo é capaz de concretizar as mudanças. Assim, é urgente que o Movimento Secundarista se reorganize em todo o país, e retome de forma organizada a sua atuação. Sem dúvidas, não será por meio da UBES (União Brasileira dos Estudantes Secundaristas) que iremos retomar a força de mobilização dos Secundaristas. Será com muito trabalho de base, em cada sala de aula, em cada escola, conversando com o conjunto de estudantes que iremos revitalizar o Movimento Secundarista.

Entendemos que a UBES e a forma tradicional de organização dos Grêmios Estudantis, das entidades municipais e estaduais Secundaristas esta vencida historicamente. Da UBES, entidade máxima dos Secundaristas brasileiros, restou apenas uma grande máquina nacional, vinculada diretamente com o MEC (Ministério da Educação). Não seria por menos, afinal esta entidade está manipulada há mais de 20 anos pela UJS/PCdoB, PT, Partido Pátria Livre, PMDB e outros. Sobre os Grêmios Estudantis, defendemos a sua máxima radicalização quanto a sua forma de organização interna. Não existe fundamento um Grêmio ser representado por um presidente e seus secretários. É fundamental rompermos com este vício, e ampliarmos a participação estudantil nestes espaços.

Ao mesmo tempo, não faz sentido existir Grêmio se ele não serve para fortalecer as lutas da juventude e dos trabalhadores. O Grêmio deve atuar em suas pautas específicas, mas também em pautas amplas, que interferem diretamente no cotidiano do estudante, como a estatização do transporte coletivo, sob controle popular, fim do monopólio das carteirinhas de estudantes, pela reforma urbana que exclua a segregação espacial das cidades (cidade para os ricos e cidade para os pobres), reforma agrária, etc.

Os secundaristas da UJC defendem:

1 – Uma Educação Popular;

2 – 10% do PIB para a educação pública;

3 – Valorização salarial e de carreira dos professores e demais trabalhadores em educação;

4 – Passe Livre;

5 – Acesso à cultura;

6 – Estatização do transporte coletivo, sob controle popular;

7 – Mais e melhores empregos;

8 – Contra o extermínio da juventude pobre e negra;

9 – Fim da Polícia Militar.

10 – Fim do monopólio das carteirinhas pela UNE/UBES;

11 – Reorganização e aumento da democracia nos Grêmios Estudantis;

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