c 24 DE JULHO: A Juventude Trabalhadora Contra a Política da Morte – UJC
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24 DE JULHO: A Juventude Trabalhadora Contra a Política da Morte

24 DE JULHO: A Juventude Trabalhadora Contra a Política da Morte

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Jovens Trabalhadores da Grande Florianópolis – UJC

A classe trabalhadora brasileira encara no momento uma sequência brutal de ataques às suas condições básicas de vida e trabalho pelo governo ultraliberal Bolsonaro-Mourão, que tem aprofundado o desmonte de qualquer garantia trabalhista e se colocado como aliado da morte através das políticas de saúde referentes à pandemia do COVID-19.

No que se refere à pandemia, a postura do governo é resumida na negligência deliberada com a saúde do povo, como se vê no caso escrachado da hidroxicloroquina beneficiando empresas da indústria farmacêutica dirigidas por empresários ligados ao bolsonarismo.

Com o desmonte do SUS e a reabertura dos trabalhos não essenciais, o colapso na saúde se tornou uma realidade, com a falta de leitos de UTI, respiradores e profissionais em comparação à demanda de pacientes.

Pelo boicote à compra das vacinas, a campanha de vacinação no Brasil anda a passos lentos, minada pela propaganda de que a via seria de uma suposta “imunização de rebanho”, o que já explicita como a classe dominante enxerga o povo brasileiro.

Não bastasse a constante ameaça de sofrimento e morte pelo vírus, que já ceifou mais de meio milhão de vidas no país, a precarização do trabalho se expressa gravemente no crescimento galopante do desemprego e da informalidade, crescimento este acompanhado do aprofundamento da superexploração e do agravamento da insalubridade nos locais de trabalho.

Especialmente para jovens que se encontram em empregos formais, a ida e vinda ao trabalho é marcada pela exposição diária ao vírus no transporte público, lotado, sem acesso regular a equipamentos de proteção adequados.

No trabalho informal, encara-se muitas vezes jornadas massacrantes de mais de doze horas diárias, sendo recorrente o abandono de paradas para descansar ou comer, buscando garantir o mínimo para sua sobrevivência.

Essas condições colocam uma grande parcela da juventude em um cotidiano de vender o almoço para garantir a janta.

A juventude trabalhadora, principalmente a que mora em bairros periféricos, vive em uma situação extremamente precária, se encontrando mais exposta ao vírus devido às precariedades de questões básicas como moradia e acesso à saúde que já enfrentava antes da pandemia.

Com essa precariedade, os e as jovens que se encontram desempregados têm sua inserção no mercado de trabalho ainda mais dificultada e forçada à imobilidade, impactando na perspectiva de futuro da juventude e subutilizando sua força de trabalho no presente.

Tendo em vista esta realidade, a classe trabalhadora vive numa luta obstinada contra a ameaça do vírus e da fome, empenhando-se para mediar o aumento dos preços dos insumos básicos, como luz, gás e comida, com as limitações de sua renda.

Um amplo programa de auxílio de renda, aumentado para um salário mínimo, se faz uma necessidade urgente como forma de enfrentar as dificuldades da conjuntura e abrir possibilidade da juventude não só ter condições adequadas de vida, mas também para ter acesso ao emprego.

Frente a esse cenário de genocídio do povo brasileiro, reafirmamos a necessidade da luta contra o bolsonarismo e seus aliados, pelo fim do capitalismo e do imperialismo, e chamamos o povo da Grande Florianópolis a comparecer ao ato do dia 24 de julho, para unirmos nossas forças na luta por vida e trabalho dignos, por vacina no braço e comida no prato!

FORA BOLSONARO, MOURÃO E GUEDES!

EM DEFESA DO SUS, CONTRA A PRECARIZAÇÃO DA SAÚDE!

PELA VACINAÇÃO EM MASSA!

PELO AUXÍLIO EMERGENCIAL DIGNO!

PELO PODER POPULAR E RUMO AO SOCIALISMO!